As fortes chuvas que caíram no fim da tarde desta segunda-feira, 29, deixaram a cidade de São Paulo em estado de atenção para alagamentos e provocaram falta de energia elétrica em dezenas de milhares de imóveis na Região Metropolitana. Em razão das precipitações, a Defesa Civil encaminhou um alerta aos celulares de moradores da capital.
+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste
Receba nossas atualizações
Por volta das 19h, mais de 30 mil imóveis estavam sem energia na Grande São Paulo, segundo balanço divulgado pela concessionária Enel. Do total, mais de 25 mil imóveis eram da capital, aproximadamente 2,5 mil eram de Cotia e cerca de 1 mil eram de Juquitiba.
Além das chuvas, algumas regiões da capital registraram ventos fortes, que causaram quedas de árvores. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas, as maiores rajadas ocorreram em Santana e na barragem de Guarapiranga, com velocidades acima de 30 km/h.

São Paulo enfrenta problemas com a Enel
Em meio aos impactos recentes no fornecimento de energia, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciaram que vão levar à Agência Nacional de Energia Elétrica um pedido de caducidade do contrato de concessão de distribuição de energia elétrica da Enel na capital paulista e em outros 23 municípios da região metropolitana.
Há cerca de duas semanas, na quarta-feira 10, milhões de clientes da distribuidora ficaram sem energia por mais de cinco dias depois da queda de árvores sobre a rede, o que destruiu cabos e postes. Segundo o governador, o governo realizou um levantamento das falhas reiteradas na prestação do serviço e trocou informações com o governo federal para a adoção de providências.
“É insustentável a situação da Enel em São Paulo, ela não tem mais condição de prestar serviço, tem um problema reputacional muito sério, tem um problema de deixar a nossa população na mão de forma constante”, disse Tarcísio. Para o governador, não há alternativa além do pedido de caducidade, medida prevista no contrato e que afeta, inclusive, a possibilidade de renovação automática.
Leia também: “O tarifaço à vista nas contas de energia”, coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 300 da Revista Oeste


Ex-diretor da Aneel diz que vai ser ‘difícil’ substituir Enel em São Paulo 




































De acordo. A ENEL presta um péssimo serviço. Falta de energia que chega a demorar até uma semana para reposição do serviço. Alimentos se estragam na geladeira e no freezer. Remédios que necessitam refrigeração se perdem e os tratamentos são interrompidos envolvendo riscos à saúde dos pacientes, inclusive à sua vida. A dependência da energia elétrica atualmente é enorme, ficamos sem meios de recarga dos celulares, indispensáveis no mundo de hoje, para pagamentos, movimentações bancárias, comunicações… A ENEL não está à altura da importância do atendimento.