A Seleção Brasileira de Futebol se despediu da Copa do Mundo 2026 na noite deste domingo, 5, ao perder para a Noruega por 2 a 1, em confronto das oitavas de final. De acordo com a equipe do programa Copa Sem Firula, uma série de erros levou ao adiamento da conquita do hexa.
- Presença de Neymar
Para Alfredo Loebeling, a presença do atacante Neymar no grupo que foi disputar o torneio foi um dos fatores que resultaram na eliminação. “O maior erro foi acreditar que um ex-jogador em atividade pudesse fazer a diferença num jogo decisivo.”
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Contratado do Santos, Neymar foi convocado com uma lesão na panturilha. Ele não disputou os dois primeiros jogos da competição. E entrou no segundo tempo do confronto contra a Escócia e contra a Noruega — foi dele o único gol do Brasil na partida.
- Escolhas de Ancelotti
Alex Müller credita a desclassificação às escolhas do treinador italiano Carlo Ancelotti. “Foi o grande responsável por erros estratégicos”, afirma o comentarista. “Da convocação à escalação, sendo o principal deles Casemiro. Uma insistência inexplicável.”
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O volante Casemiro, de 34 anos, disputou a sua terceira Copa do Mundo em 2026. Foi titular da Seleção Brasileira nos cinco jogos do mundial deste ano.
- Ausências de Matheus Pereira e Pedro
Ao concordar com a análise de Müller sobre a convocação de Ancelotti, o apresentador Mário Monteiro, o Alemão, cita dois jogadores que, por opção do técnico, ficaram de fora da competição: o meia Matheus Pereira, do Cruzeiro, e o centroavante Pedro, do Flamengo. “Nomes que poderiam ser importantes para mudar um panorama de partida.”

Sobre o camisa 10 cruzeirense, Alemão chamou a atenção. “Não tivemos uma meia de criação.” Para esta Copa, a Seleção Brasileira contou com seis volantes: Casemiro, Bruno Guimarães, Fabinho, Danilo Santos, Lucas Paquetá e Ederson. Ancelotti não chamou nenhum meio-campista ofensivo. Ainda referente ao setor de meio de campo, o apresentador cita a insistência em Casemiro. “Ancelotti morreu com as suas convicções.”
- Falta de “casca” e de poder de decisão
A jornalista Letícia Beppler, a Lelê, lamenta a falta de poder de decisão do time brasileiro no torneio. “Infelizmente, faltou ‘casca’, experiência, responsabilidade e referência em jogos decisivos”, avalia, dando o derradeiro embate contra a Venezuela como exemplo. “O Brasil teve muitas oportunidades e desperdiçou 99% delas, até mesmo um pênalti.”
Aos 13 minutos do primeiro tempo, quando o jogo contra a Noruega ainda estava 0 a 0, Bruno Guimarães perdeu um pênalti, que fora defendido por Nyland. Ao todo, o Brasil deu 12 chutes, contra nove dos noruegueses.
- Marcação frouxa
Mais conhecido como Portuga, o comentarista Gilberto Rodriguez critica o sistema de marcação da Seleção Brasileira. Ou melhor, a falta de um trabalho bem feito nesse sentido. “Marcou muito mal”, enfatiza. “O meia Odegaard caminhou com a bola nos pés. O Brasil não pressionou e perdeu diversas oportunidades de entrar na frágil defesa brasileira. A bola cobra, o futebol tem um preço e o Brasil foi eliminado.”
Portuga também tece reclama da postura de Vinicius Jr.. De acordo com ele, o atacante do Real Madrid deveria chamar a responsabilidade e cobrar o pênalti que acabou desperdiçado por Guimarães.
Copa do Mundo segue sem a Seleção Brasileira
As análises completas de Loebeling, Müller, Alemão, Lelê e Portuga a respeito da eliminação da Seleção Brasileira irão ocorrer na edição desta segunda-feira, 6, do Copa Sem Firula. Transmitido pelo canal da Revista Oeste no YouTube, o programa, que também conta com a presença de Milton Neves, vai ao ar das 12h às 14h.
Mesmo sem a Seleção Brasileira, o Copa Sem Firula seguirá no ar, todos os dias, até o final do mundial. A competição chegará ao fim em 19 de julho.
Leia também: “Seleção Brasileira: quem viu, viu”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 326 da Revista Oeste
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