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Tren de Aragua já está em 7 Estados do Brasil e fornece armas ao CV

Facção venezuelana mantém estrutura de lavagem de dinheiro no país, revela investigação da Polícia Civil de Roraima

Popular passa diante de muro pichado com as iniciais do Comando Vermelho (CV) | Foto: Alaor Filho/Estadão Conteúdo
Popular passa diante de muro pichado com as iniciais do Comando Vermelho (CV) | Foto: Alaor Filho/Estadão Conteúdo

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A facção venezuelana Tren de Aragua se consolidou como fornecedora de armamento para o Comando Vermelho e ampliou sua atuação no Brasil, com entre 150 e 250 integrantes em Roraima, Amazonas, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A facção venezuelana Tren de Aragua consolidou-se como fornecedora de armamento para o Comando Vermelho (CV) e ampliou sua atuação no Brasil, segundo investigação da Polícia Civil de Roraima revelada pelo jornal O Globo neste domingo, 5.

De acordo com a reportagem, o grupo mantém entre 150 e 250 integrantes espalhados pelo país, com presença identificada em Roraima, Amazonas, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de associados em São Paulo e no Rio de Janeiro.

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Segundo a investigação, o líder da organização no Brasil é Antônio Cabrera Soterano, conhecido como Tio Antônio, apontado como responsável por coordenar o tráfico interestadual de armas e a lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada. Conforme O Globo, ele está foragido na Venezuela.

As apurações mostram que o Tren de Aragua compra armamento de grosso calibre na Colômbia e na Venezuela. As armas entram no Brasil por Roraima, onde são armazenadas e negociadas antes de serem enviadas ao CV, principalmente no Rio. Para o transporte, a organização utilizaria uma rede de motoristas que esconderia o arsenal em ônibus, caminhões e carretas, de acordo com a polícia.

Penitenciária Arágua, Venezuela, cartel Tren de Arágua
O Tren de Arágua teve o controle da penitenciária local | Foto: Reprodução/Ministério das Relações Exteriores da Venezuela

Como funciona a operação do Tren de Aragua no Brasil

A facção surgiu entre 2013 e 2015 no Estado venezuelano de Aragua, a partir de sindicatos ferroviários e do presídio de Tocorón. Desde então, expandiu suas atividades para crimes como tráfico de armas e drogas, mineração ilegal de ouro, tráfico de pessoas, extorsão e lavagem de dinheiro em ao menos sete países da América Latina.

A reportagem também cita diálogos extraídos do celular de Soterano, interceptados durante a investigação. Segundo a polícia, as conversas mostram negociações sobre fretes e valores de armas, incluindo fuzis, metralhadoras calibre .50 e lança-granadas destinados ao CV.

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A investigação identificou movimentação financeira superior a R$ 6 bilhões, dos quais R$ 428 milhões teriam origem em transações ilícitas. Para ocultar os recursos, o grupo utilizaria o chamado smurfing — técnica que consiste em dividir grandes quantias em diversos depósitos menores para dificultar a identificação pelos órgãos de controle — além de criptomoedas e empresas de fachada.

Héctor Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero e antigo chefe da organização, morreu em junho durante uma operação conjunta entre Estados Unidos e Venezuela. Conforme investigadores ouvidos por O Globo, há preocupação de que a reorganização da facção depois da morte do líder possa aumentar o fluxo de integrantes para Roraima.

Leia também: “Festival de terror”, artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 237 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. Celso Eveling Caetano
    Celso Eveling Caetano

    Segundo a subinteligencia presidencial, o certo seria prender todos os usuários de drogas porque são culpados pelo tráfico. Assim, os traficantes não teriam clientela e assim, o trafico nao se sustentaria.

  2. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Seguramente o senhor Andrei Rodrigues vai dizer que isso é uma invenção, que não existem terroristas e narcotraficantes soltos por aí. O que pode nos consolar é que os EUA estão preocupados com isso, e, mais ainda nos conforta o fato que o tal de lula está apavorado, perdendo as estribeiras, falando palavrões e se descontrolando em cada discurso, já percebendo que corre um sério risco de compartilhar uma cela com o seu “companheiro” e amigo Maduro.

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