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Brasil

PF identifica 17 empresas ligadas a operador financeiro do PCC alvo de sanção dos EUA

Conversas interceptadas mostram negociações relativas a alho argentino

PF vai contar com agentes especializados em inteligência financeira, recuperação de ativos e investigação de organizações criminosas | Foto: Polícia Federal/divulgação
Companhias ligadas a Diego Lameiro movimentaram mais de R$ 4,4 milhões | Foto: Polícia Federal/Divulgação

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Diego Lameiro, operador financeiro de um esquema de lavagem de dinheiro, está ligado a 17 empresas de fachada que movimentaram mais de R$ 4,4 milhões em negociações de alho argentino, o que chamou a atenção da Polícia Federal (PF) por suspeitas de importação irregular. A investigação faz parte da Operação Exchange, deflagrada em 3 de julho, com alvos como Victor Shimada, foragido e vinculado ao PCC, e Stella Stefanie, que teve a prisão cumprida.

O operador financeiro de um esquema de lavagem de dinheiro investigado pela Polícia Federal (PF) Diego Lameiro está vinculado a 17 empresas de fachada abertas em um intervalo de sete meses. Segundo a investigação, as companhias movimentaram mais de R$ 4,4 milhões e mantinham relação com negociações de alho argentino.

A atividade chamou atenção da PF por suspeitas de importação irregular do produto para o Brasil. A apuração faz parte da Operação Exchange, deflagrada na última sexta-feira, 3, que teve como principais alvos Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie.

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Shimada integra o primeiro grupo de pessoas e empresas brasileiras sob sanção do governo dos Estados Unidos por ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), classificado como organização terrorista pela gestão de Donald Trump.

PF mira alvos sancionados pelos EUA por suspeita de ligação com o PCC
Victor Shimada é considerado foragido; os EUA o identificam como um “elo fundamental” entre operadores financeiros e integrantes do PCC | Foto: Divulgação/Polícia Civil

Mensagens interceptadas pela PF mostram conversas entre Diego Lameiro e Victor Shimada sobre a comercialização de alho produzido em Mendoza, na Argentina. Em um dos diálogos, Shimada solicita fotografias da produção, porque iria se reunir com um potencial comprador.

Na representação encaminhada à Justiça Federal, a Polícia Federal afirma que “há inúmeros registros da entrada de forma ilegal no Brasil de alho argentino”. Os investigadores destacam que as conversas encontradas nos celulares de Lameiro e Shimada contêm detalhes sobre negociações que envolvem o produto.

A maior parte das empresas atribuídas a Lameiro atua formalmente no comércio atacadista de alimentos. Os próprios nomes de alguns dos CNPJs reforçam a ligação com o setor, como Alhos Lameiro, Terra do Alho Produtos Alimentares, Allium Foods e Master Allium. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles.

Marcas do PCC em rua brasileira | Foto: Reprodução/X
Marcas do PCC em rua brasileira | Foto: Reprodução/X

Empresas de esquema do PCC movimentaram mais de R$ 4 milhões

De acordo com comunicações encaminhadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras e analisadas pela PF, as empresas movimentaram mais de R$ 4,4 milhões. As 17 pessoas jurídicas foram constituídas entre junho de 2023 e janeiro de 2024, período de sete meses. Um dos CNPJs teve as atividades encerradas em novembro de 2023.

Embora Diego Lameiro resida na Baixada Santista, as empresas foram registradas em endereços localizados no Estado do Rio de Janeiro e no interior do Rio Grande do Sul.

Os mandados da Operação Exchange haviam sido autorizados pela Justiça Federal em junho. A execução das ordens, contudo, foi adiada enquanto a equipe buscava confirmar o paradeiro de Victor Shimada e definir a estratégia para efetuar sua prisão.

Segundo a investigação, o cronograma precisou ser antecipado em razão das sanções anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos na véspera da operação. Shimada foi procurado em cinco endereços, mas permanece foragido. Stella Stefanie, conhecida pelo apelido de “Lara Croft”, teve a prisão preventiva cumprida pelos agentes.

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