A decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, de barrar pesquisa da AtlasIntel sobre os pré-candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) repercutiu não só no mundo político, mas também nos bastidores da Corte.
Em caráter reservado, ministros ouvidos por Oeste afirmaram que a medida não trata de liberdade de expressão, mas de regras que disciplinam os levantamentos.
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De acordo com os magistrados, a sondagem da opinião pública não pode se transformar em um “ringue político” a serviço de grupos, partidos ou candidaturas.
A preocupação da Justiça Eleitoral, relataram, é evitar que as enquetes sejam utilizadas para influenciar o eleitorado ou afetar o equilíbrio da disputa.
“É um debate técnico sobre cumprimento das regras e a não interferência na disputa”, afirmou um dos ministros, sob reserva.
Outro integrante do TSE ouvido pela reportagem disse que a controvérsia não deveria ser examinada a partir de quem saiu beneficiado ou prejudicado pela decisão.
Na avaliação dele, as exigências impostas às pesquisas existem para assegurar “tratamento isonômico” aos candidatos e precisam ser aplicadas de maneira uniforme, independentemente dos interesses envolvidos em cada caso.
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Decisão de Nunes Marques

Ontem, Nunes Marques suspendeu a divulgação de um levantamento do Instituto AtlasIntel. Hoje, o TSE vai referendar ou não o entendimento.
A pesquisa apontou, em maio, queda de 5 pontos nas intenções de voto em Flávio.
Em nota, a empresa afirmou que respeita a decisão do ministro e que está fornecendo informações sobre a metodologia da pesquisa.
“A situação será devidamente esclarecida a partir da análise técnica dos fatos e da metodologia empregada e confiamos no colegiado do TSE para afirmar a robustez técnica e a legalidade do estudo”, disse a AtlasIntel.
Leia também: “O poder desembarca em Brasília”, reportagem publicada na Edição 325 da Revista Oeste
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