publicidade
Política

Cármen Lúcia critica celeridade do Senado em votação que restringiu aborto

Ministra do STF afirma que suspensão de resolução do Conanda exigia 'debate amplo'

A ministra do STF Cármen Lúcia em evento na Universidade de Brasília | Foto: Raquel Aviani/Secom UnB
Cármen Lúcia disse que ficou perplexa com a aprovação | Foto: Raquel Aviani/Secom UnB

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a velocidade do Senado ao derrubar resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). A norma tratava do atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual em casos de aborto.

“Eu vi com certo estupor da minha parte”, disse a ministra à emissora GloboNews. Apesar disso, Cármen Lúcia afirmou que não comentará o mérito da decisão, porque o caso pode chegar ao Supremo. No entanto, a ministra declarou perplexidade com a velocidade da votação.

Receba nossas atualizações

+ Entenda o que é Política em Oeste

O Senado aprovou, na semana passada, um projeto de decreto legislativo que suspende a Resolução nº 258, de 2024, do Conanda. A norma estabelecia diretrizes para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. O texto abrangia os casos em que a legislação brasileira permite a interrupção da gravidez: estupro, risco de morte da gestante e anencefalia do feto.

Cármen Lúcia alega que faltou debate público

Cármen Lúcia declarou que não antecipará posição sobre o conteúdo da decisão, mas criticou a “votação relâmpago” de um tema que considera “denso” e “tenso”.

A ministra afirmou que assuntos sobre restrição de direitos ou criação de novas normas exigem discussão ampla pela sociedade. “O que me causou perplexidade foi exatamente a rapidez, a celeridade e a falta de um debate público amplo sobre isso”, afirmou.

Cármen Lúcia afirmou ainda que o tema “pode ser objeto de questionamento” no Supremo. Ela explicou que, se isso ocorrer, o Judiciário avaliará se a decisão respeita os direitos fundamentais “das meninas” e “das famílias das meninas” determinados pela Constituição.

4 comentários
  1. Ricardo Fonseca Alves
    Ricardo Fonseca Alves

    Carmem LÚCIFER achou normais a condução e execução dos INQUÉRITOS ILEGAIS, não é ?
    E agora vem BOSTEAR ORALMENTE sobre uma excelente medida do Senado Federal

  2. Cesar Luiz
    Cesar Luiz

    E quando o STF cria regras atropelando o Legislativo e unicamente conforme a cabeça dos Ministros?

  3. Carlos Augusto Olivé Malhadas
    Carlos Augusto Olivé Malhadas

    as ações contra os presos do 8 de janeiro também e vc não fez. E o que o senado faz ou deixa de fazer não é da sua conta

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade