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Política

Barroso quer turbinar cargos comissionados nos gabinetes dos ministros

Câmara deve votar nesta terça-feira, 8, projeto enviado pelo presidente do STF

Ministro Luís Roberto Barroso, durante sessão do STF - 20/02/2025 | Foto: Antonio Augusto/STF
Ministro Luís Roberto Barroso, durante sessão do STF — 20/2/2025 | Foto: Antonio Augusto/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, enviou à Câmara dos Deputados um projeto de lei para a criação de 160 funções comissionadas na estrutura da Corte. O texto é datado de março de 2024, mas só agora ganha espaço na pauta do Legislativo.

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A secretaria-geral da mesa, que administra a ordem de votações na Câmara, enviou aos partidos, desde o fim de semana, a pauta com a proposta. A previsão de votação é nesta terça-feira, 8, em regime de urgência. O impacto anual no Orçamento da União deve progredir de R$ 6,5 milhões a R$ 7,8 milhões, em três anos.

Pauta da Câmara desta terça-feira,8, prevê votação de projeto enviado pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso | Foto:   Extração pauta da Câmara dos Deputados
Pauta da Câmara desta terça-feira, 8, prevê votação de projeto enviado pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso | Foto: Extração pauta da Câmara dos Deputados

De acordo com o projeto, os cargos comissionados terão um acréscimo nas remunerações de R$ 3,2 mil, R$ 2 mil e R$ 1,4 mil, dependendo da função. Esses valores correspondem ao adicional que será recebido pelos servidores que ocuparem funções comissionadas em gabinetes de ministros.

Sem apresentar comparação com o que é recebido atualmente pelos assessores dos ministros, o texto esclarece que o projeto trata de um aumento para as funções comissionadas.

“É, portanto, necessário aumentar o valor das funções comissionadas que estão localizadas nos gabinetes”, diz o projeto, que é assinado pelo presidente do STF. Segundo o texto, as remunerações adicionais estimulam “a retenção de profissionais mais qualificados para o auxílio dos ministros, o que tem resultado direto na qualidade da prestação jurisdicional constitucional”.

Barroso descarta aumento de despesas

Barroso justifica que a matéria não resultará em aumento de despesas. De acordo com ele, há recursos da União disponíveis para provimento das gratificações.

Foto oficial do STF
Foto oficial dos atuais ministros do STF, incluindo o presidente Barroso, com o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco — 22/2/2024 | Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

A proposta gera resistência na Câmara. Parlamentares da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometem articular para retirar o item da pauta.

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O Partido Liberal (PL) orientou deputados a obstruírem as votações da Câmara, em resposta à recusa do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) em pautar a anistia aos presos do 8 de janeiro. A obstrução da pauta também recebeu a adesão de outros partidos, incluindo legendas de centro.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), avalia que Motta “tenta ganhar tempo” para contornar a pressão pela votação anistia. Segundo o deputado, essa é uma solução que o atual presidente da Câmara “não terá”.

Leia também: “Moraes e Dino vão ao Senado em meio à pressão por anistia”

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