O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, falou com exclusividade a Oeste sobre a sua participação na Marcha para Jesus 2026. O parlamentar acompanhou o evento de cima de um dos oito trios elétricos que arrastam uma multidão pelas ruas da capital paulista nesta quinta-feira, 4. Esta é a primeira vez que o político acompanha a edição paulista da caminhada, que projeta atrair mais de 2 milhões de pessoas ao longo do feriado de Corpus Christi.
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O parlamentar demonstrou entusiasmo com a recepção do público e destacou o ambiente pacífico da mobilização de rua, que reúne mais de 26 mil caravanas de todo o país. “Estou muito feliz por estar aqui”, afirmou o senador. “É muito bom ver que o povo está aqui orando pela família brasileira, que está precisando de tanta oração.”
Foco na fé e na família afasta o evento da polarização
O senador fez questão de desvincular o caráter do evento de uma agenda eleitoreira logo que questionado pela reportagem sobre o peso do apoio dos evangélicos em sua pré-campanha presidencial. Para ele, a presença de lideranças de direita na caminhada responde a um chamado de valores fundamentais, e não a uma estratégia partidária.
“Isso aqui não é um ato político”, defendeu o parlamentar. “Nós fomos convidados aqui por uma pauta comum, de grande relevância, que é o direito de a gente professar… de colocar a nossa fé na rua, de orar pelo Brasil, de orar pela família brasileira, se conscientizar de que o país precisa caminhar para a frente.”
Pesquisa reflete isolamento do governo federal no nicho
A força da mobilização de rua expõe a distância histórica entre a esquerda e os evangélicos, grupo que representa 26,9% da população brasileira e segue em crescimento. O distanciamento se confirmou com a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que optou por não participar do evento pela quarta vez consecutiva em seu terceiro mandato. Como seu representante oficial, o petista enviou o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias.
As pesquisas eleitorais indicam o isolamento da gestão petista neste segmento. Levantamento do instituto Meio/Ideia, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02918/2026 entre os dias 23 e 27 de maio, mostra a consolidação da rejeição ao atual presidente. Em um eventual cenário de segundo turno balizado pelo voto evangélico, o senador Flávio Bolsonaro lidera com 66,6% das intenções. Já Lula registra 22,9%, em viés de queda.
Diante do contexto, Flávio deixou uma mensagem de otimismo para o eleitorado conservador e cristão em meio aos cânticos que ditavam o ritmo da jornada entre a Estação da Luz e a Praça Heróis da FEB. “Eu acho que tudo isso vale a pena”, encerrou o parlamentar. “A gente está aqui para falar para todo mundo que o Brasil tem conserto. E, se Deus quiser, a gente vai chegar lá.”
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Que se unam pela fé ou pela consciência política os brasileiros de bem, temos que estar unidos. É necessário vencer a esquerda corrupta sanguinária e oportunista, é necessário suprimir o sistema, é necessário desbancar a junta de verdadeiros traidores da pátria que hoje manda no Brasil; manda, não governa.