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Trump endurece discurso e defende tarifas contra China

Presidente norte-americano pressiona Pequim por abertura de mercado e promete manter sanções até que superávit seja reduzido

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio dos EUA - 4/4/2025 | Foto: Ganhe McNamee/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio dos EUA - 4/4/2025 | Foto: Ganhe McNamee/Reuters

Durante conversa com jornalistas no Air Force One neste domingo, 6, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou sua estratégia de tarifas comerciais. A medida tem como foco o combate ao déficit com a China, que, segundo ele, ultrapassa US$ 1 trilhão.

Trump classificou a política como “tarifas retaliatórias”. Afirmou que não faz sentido os Estados Unidos perderem trilhões apenas para continuar importando produtos baratos, como lápis chineses. Reforçou que o país não aceitará mais desequilíbrios na balança comercial.

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Sem acordo até que o superávit chinês seja resolvido

Trump deixou claro que não há negociação possível enquanto o superávit da China não for corrigido. Para ele, qualquer tentativa de acordo depende de uma abertura real do mercado chinês para produtos norte-americanos. Caso contrário, os Estados Unidos continuarão aplicando sanções.

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“Nós precisamos resolver nosso déficit comercial com a China, perdemos centenas de bilhões de dólares por ano com eles”, declarou Donald Trump. “E, a menos que resolvamos isso, não vou fechar um acordo. Agora, eu estou disposto a fechar um acordo com a China, mas eles precisam resolver o superávit deles.”

O presidente também criticou a União Europeia e outros parceiros comerciais e apontou práticas que considera desleais. Segundo ele, o diálogo só faz sentido com países que reconhecem a existência do problema e estão dispostos a mudar.

Sobretaxas ampliam tensão entre Washington e Pequim

Na mesma semana, a Casa Branca anunciou uma nova rodada de tarifas. Produtos chineses passaram a pagar 34% de imposto ao entrar nos EUA. Em resposta, o governo de Xi Jinping impôs a mesma taxa sobre mercadorias norte-americanas. Pequim também adotou medidas internas, como flexibilização de crédito e redução de exigências para os bancos, a fim de proteger sua economia.

O aumento das tarifas provocou reações em todo o mundo. Segundo a emissora NewsNation, mais de 50 países solicitaram revisão das sanções norte-americanas. A Rússia ficou de fora da lista por manter diálogo direto com os EUA sobre a guerra na Ucrânia. Já o território francês de Saint-Pierre e Miquelon recebeu a tarifa mais alta: 50%. A localidade abriga apenas focas e pinguins, sem moradores permanentes.

Recado de Trump direto a Pequim

Trump encerrou a entrevista com um aviso. Reiterou que o desequilíbrio na balança comercial não será tolerado.

“Eles vão ter de resolver isso”, enfatizou o presidente. “E, se quiserem conversar sobre isso, estou aberto a dialogar. Mas, fora isso, por que eu conversaria?”

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