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Mauro Vieira diz que EUA 'ignoraram' argumentos do Brasil

Recomendações da Casa Branca incluem tarifas de até 37,5% e podem embasar nova ofensiva tarifária de Donald Trump

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O chanceler Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, durante depoimento à Comissão de Relações Exteriores | Foto: Pedro França/Agência Senado

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o governo dos Estados Unidos “ignorou” os argumentos apresentados pelo Brasil nas investigações comerciais que resultaram na recomendação de novas tarifas contra produtos brasileiros.

Segundo o chanceler, a decisão foi tomada antes do fim do prazo de negociação acordado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

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A declaração foi dada ao Estadão depois de um encontro entre Vieira e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, durante reunião da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.

Segundo Vieira, o anúncio das recomendações ocorreu dentro do período de 30 dias estabelecido pelos dois presidentes para buscar uma solução negociada para as disputas comerciais.

O chanceler disse ter lembrado esse compromisso ao representante americano e afirmou que a medida exige a intensificação das negociações para evitar novos atritos comerciais. Apesar das recomendações, Greer teria sinalizado que ainda existe espaço para diálogo.

EUA citam Pix, desmatamento e etanol

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Casa Branca, o centro do poder dos EUA | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

As recomendações foram feitas com base em duas investigações conduzidas sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

Os americanos acusam o Brasil de práticas desleais em áreas como comércio digital, Pix, combate à corrupção, propriedade intelectual, desmatamento ilegal e acesso ao mercado de etanol.

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Outra investigação aponta falhas no combate ao trabalho análogo à escravidão na cadeia pecuária brasileira, que, segundo Washington, gerariam vantagens competitivas ao país.

Com base nas conclusões, o USTR recomendou tarifas de 25% por práticas comerciais consideradas desleais e de 12,5% relacionadas às questões trabalhistas.

Itamaraty rebate críticas

Vieira argumentou que as recomendações desconsideram avanços recentes do Brasil, especialmente na redução do desmatamento.

Segundo o ministro, a área desmatada na Amazônia Legal caiu pela metade em comparação com 2022 e o país segue rumo à meta de zerar o desmatamento ilegal até 2030.

O chanceler também criticou as referências ao Pix, que classificou como um patrimônio dos brasileiros. Os Estados Unidos indagam a tarifa de 18% aplicada pelo Brasil ao etanol americano, enquanto cobram 2,5% sobre o produto brasileiro.

O governo Lula, porém, vincula a discussão às barreiras impostas pelos EUA ao açúcar brasileiro. Segundo Vieira, Washington aplica uma tarifa quatro vezes maior para importar o produto nacional.

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4 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    EU FICO IMAGINANDO QUAIS FORAM ESSES ARGUMENTOS……
    OS CARAS SE ACHAM MUITO ESPERTOS !

  2. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Mauro Viera é do time desengoçado. Ele não fala que os argumentos do Brasil foram ofensas, defesa do comunismo e não tratar o PC como terrorista. A pressão é contra o Lula.

  3. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Esse tal de vieira e esse tal de lula acreditam que ofender e menosprezar as autoridades americanas vai ajudar bastante a livrar o Brasil das punições pela arrogância, prepotência, estupidez de gente como o tal de lula. Não vai. Enquanto estiverem mandando por aqui esse tal de lula e toda a cambada de verdadeiros traidores da pátria que o acompanha e ajuda a destruir o país, não haverá nenhum acordo. Só torço para que eles acabem antes de terem tempo de acabar com o Brasil.

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