Depois de a Justiça encerrar uma ação de petistas contra Sergio Moro (União Brasil-PR), o senador comemorou a decisão. “Quebraram a cara e esperamos que continuem quebrando a cara sempre quando tentarem distorcer a lei e a Justiça”, declarou a Oeste nesta quinta-feira, 2.
No processo, movido em 2022, Moro era acusado de supostos danos ao cofres públicos e atos lesivos à administração pública. A ação dos petistas pedia o bloqueio cautelar de bens e a inelegibilidade do senador, que teria tido supostos ganhos políticos e financeiros com sua atuação como juiz na Operação Lava Jato. Os deputados federais Rui Falcão (PT-SP), Erika Kokay (PT-DF), Paulo Pimenta (PT-RS) foram alguns dos autores do processo.
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“Essa foi mais uma ação do PT, que busca me intimidar e retaliar pelo trabalho que a gente fez na Lava Jato“, afirmou o integrante do União Brasil. Ele ainda cita sua participação como integrante na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Recentemente, o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) atacou o senador, acusando-o de ser omisso nas fraudes do INSS, ocorridas quando era ministro da Justiça. “Eles têm medo da minha atuação independente”, disse Moro, que é um dos integrantes da CPMI.
Ação popular contra Moro ultrapassava limites, avalia juiz
Para o juiz Sérgio Wolney de Oliveira Batista Guedes, a ação popular movida pelo grupo petista era “totalmente estéril”. Em sua justificativa, apoiada por uma jurisprudência do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, ele destacou que a via eleita para o processo foi inadequada e ultrapassava seus limites.
Mesmo sem condenar os políticos do PT a pagarem os honorários advocatícios, Guedes declarou que viu “má-fé” na propositura da ação. Moro, por sua vez, ressalta que a ação era “um absurdo desde o início”.
“Foi extinta porque não tinha o menor cabimento”, diz o senador. “O grupo de deputados petistas estava tentando me intimidar e, paradoxalmente, me responsabilizar pelo combate à corrupção nos governos do PT.”
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