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Política

A promessa de Carmen Lúcia a Sergio Moro

A ministra do STF chegou a dizer que não pautaria o processo que iria avaliar a legalidade da prisão depois de condenação em 2ª instância

Cármen Lúcia
Cármen Lúcia integra o Supremo Tribunal Federal desde junho de 2006 | Foto: Nelson Jr./STF

Os jornalistas Augusto Nunes e Eliziário Goulart Rocha lembram, na matéria de capa da Edição 289 da Revista Oeste, de uma promessa que a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez ao então juiz Sergio Moro, que foi responsável por julgar casos referentes à Operação Lava Jato.

“Ouvi a então presidente do STF jurando ao juiz Sergio Moro, num evento em São Paulo, que nem colocaria em votação a lei que autorizava o começo do cumprimento da pena depois da condenação em segunda instância”, afirma Nunes. “Fez mais que esquecer a promessa: votou a favor da mudança defendida por Gilmar [Mendes, decano da Corte].”

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Até então, o STF havia validado a prisão depois de condenação em segunda instância. A Corte, no entanto, mudou de entendimento e determinou que a reclusão só poderia ocorrer diante do esgotamento de todos os recursos jurídicos.

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Cármen Lúcia presidiu o STF de 12 de setembro de 2016 a 13 de setembro de 2018. Ela integra o Supremo desde 21 de junho de 2006. Chegou à Corte por indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Nos tempos de juiz, o hoje senador Sergio Moro ouviu a ministra Cármen Lúcia, do STF, fazer uma promessa que não foi cumprida | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Depois de deixar a magistratura, e consequentemente o julgamento de casos da Lava Jato, Moro entrou para o meio político. Primeiramente, atuou como ministro da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro. Em 2022, foi eleito senador pelo União Brasil do Paraná, cargo que exerce até hoje.

Além de Cármen Lúcia

O texto “A crise veste toga” vai além de lembrar da promessa feita — e não cumprida — por Cármen Lúcia a Sergio Moro. Disponível aos mais de 100 mil assinantes da Revista Oeste, o artigo cita outros ministros do STF, como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.

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2 comentários
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    O demônio não possui sexo , o que a justiça fez pelo país ?

  2. Miklós Battonyai
    Miklós Battonyai

    o que qualquer vaga bundo desse tribunal disser não vale p… nenhuma…
    Enquanto nao forem destituidos ficaremos nessa “draga”…

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