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Política

'Ultrapassou limite' da crítica, reclama Mourão de Gilmar Mendes

Vice-presidente considerou falta grave declaração do ministro do STF sobre o fato do Exército fazer parte de um genocídio ao batalhar contra a pandemia de coronavírus.

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Mourão: Gilmar Mendes passou dos limites e cometeu falta grave | Foto: Marcos Corrêa/PR

Vice-presidente considerou falta grave declaração do ministro do STF sobre o fato do Exército fazer parte de um genocídio ao batalhar contra a pandemia de coronavírus

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Mourão: Gilmar Mendes passou dos limites e cometeu falta grave | Foto: Marcos Corrêa/PR

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta segunda-feira, que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “forçou a barra” e “ultrapassou o limite de crítica” ao dizer que o Exército se associou a um genocídio durante a pandemia do novo coronavírus.

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“O ministro Gilmar Mendes não foi feliz. Vou usar uma linguagem do jogo de polo, ele cruzou a linha da bola. Cruzou a linha da bola ao querer comparar com genocídio o fato das mortes ocorridas no Brasil durante a pandemia, querer atribuir essa culpa ao Exército porque tem um oficial-general do Exército como ministro interino da Saúde [Eduardo Pazuello]”, disse Mourão durante videoconferência.

Em abril, Mourão usou a mesma expressão usada no de polo, esporte que pratica, para se referir ao ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

No jogo, “cruzar a linha da bola” é considerada uma falta grave.

“Ele [Gilmar] forçou uma barra aí que agora está criando um incidente com o ministério da Defesa. Há pouco a Defesa soltou uma nota e talvez até acione a Procuradoria-Geral da República”, afirmou o vice-presidente. “A crítica vai ocorrer, tem que ocorrer, é válida, mas o ministro ultrapassou o limite da crítica”.

Apesar do desgaste com Gilmar Mendes, Mourão afirmou que as “tensões” entre os poderes diminuíram nos últimos tempos.

3 comentários
  1. Fred Oliveira
    Fred Oliveira

    Ele não cruzou a linha não, ele foi grosseiro com as forças armadas. Palavras claras são importantes nessa hora.. sei que o governo vem fazendo de tudo para pacifi ar o país e isso é positivo mas necessário se faz colocar as coisas em seu devido lugar. Respeito deve ser uma.linga de mao dupla.

    1. Rodrigo
      Rodrigo

      Hilmar quer criar uma “cortina de fumaça” para desviar a atenção do escândalo Tóffoli com a Odebrecth, nada mais do que isso.

  2. Sebastião
    Sebastião

    Fica difícil entender, em uma democracia, um ministro do supremo, dando declarações desconexas e manchando a reputação do próprio STF. Até quando?

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