Representantes do setor produtivo e senadores da oposição se reuniram na terça-feira, 26, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pedir que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho e reduz a escala 6×1 não tenha tramitação acelerada.
O grupo defendeu que a discussão fique para depois das eleições.
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O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que os participantes pediram mais tempo para debate da proposta.

“Foi pedido que houvesse mais tempo para ser discutido, que não fizesse a toque de caixa e principalmente que a discussão não acontecesse na época eleitoral”, declarou. Segundo Marinho, o texto atual pode gerar efeitos negativos para o país.
Setor produtivo critica tramitação acelerada
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negociaram a PEC. A proposta prevê dois dias de folga semanal ainda neste ano e redução gradual da jornada de trabalho de 44 para 40 horas em um prazo de 14 meses.
Apesar de o texto ainda depender de aprovação da Câmara, empresários articulam no Senado para ampliar o prazo de transição e retardar a análise da proposta.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou que levou representantes da indústria, comércio, agricultura, bares, restaurantes e shopping centers para a reunião.
Segundo Skaf, os empresários demonstraram preocupação com a velocidade da tramitação na Câmara. “O presidente ouviu com atenção e sentiu que é complexo o assunto e que merece ser discutido com profundidade”, afirmou.
Senado deve iniciar análise pela CCJ
O governo Lula trata a mudança na jornada de trabalho como uma das apostas para ampliar o apoio popular antes da eleição presidencial.
Nos bastidores, empresários também defendem que Alcolumbre escolha um relator que não dispute a reeleição neste ano, para reduzir influência eleitoral sobre a discussão.
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No Senado, a tramitação começa pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida por Otto Alencar (PSD-BA), aliado do governo.
Caso os senadores alterem o texto aprovado pela Câmara, a proposta terá de retornar para nova análise dos deputados.









































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