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Política

Branchieri critica fim da escala 6x1 e culpa Lula

Deputado aponta cinco razões para o Congresso não levar adiante a proposta

O deputado estadual Claudio Branchieri (PL/RS) | Foto: Reprodução/Instagram/prof.claudiobranchieri
O deputado estadual Claudio Branchieri (PL/RS) | Foto: Reprodução/Instagram/prof.claudiobranchieri

O deputado estadual Claudio Branchieri (PL/RS) criticou em vídeo publicado no Instagram nesta quarta-feira, 27, a proposta de acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem redução salarial. Na gravação, o parlamentar afirmou que a medida pode prejudicar a economia e fez críticas ao presidente Lula da Silva, a quem chamou de “presidente da picanha”.

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Branchieri disse que a proposta é apresentada como algo “inofensivo”, mas argumentou que ela pode gerar cinco consequências negativas para o trabalhador. A primeira, segundo ele, seria a inflação, com empresas repassando aos preços o aumento dos custos da folha de pagamento. A segunda seria a rotatividade no mercado de trabalho, com demissões e novas contratações por salários menores.

Branchieri prevê maior desemprego

A terceira consequência apontada pelo deputado seria o avanço da informalidade, especialmente entre pequenas empresas que, segundo ele, poderiam não suportar os custos extras. A quarta seria o agravamento do rombo da Previdência e o aumento do desemprego entre trabalhadores menos qualificados. A quinta, de acordo com o parlamentar, seria a elevação de gastos públicos com contratos terceirizados, o que poderia resultar em mais pressão tributária.

Ao defender a posição, Branchieri afirmou que trabalhou durante décadas no comércio e na indústria antes de entrar para a política e que conhece a rotina da escala 6×1. Segundo ele, a redução de jornada sem aumento de produtividade não seria sustentável.

Leia também: “Por que os gringos estão saindo da B3?”, reportagem publicada na Edição 323 da Revista Oeste

No vídeo, o deputado também criticou diretamente o governo federal. “A promessa de reduzir jornada sem reduzir salário é negacionismo econômico da pior qualidade”. Em outro momento, disse que, nos governos Lula, foram criados empregos com baixa remuneração e voltou a usar o apelido “presidente da picanha”, em referência a uma promessa de campanha do petista.

Ao concluir a publicação, Branchieri defendeu que o trabalhador brasileiro precisa de mais liberdade para negociar a jornada, menos encargos sobre o salário e maior qualificação profissional para elevar a renda. 

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