publicidade
Política

Câmara de Belo Horizonte aprova multa para quem usar drogas em público

Proposição prevê a aplicação de sanção de R$ 1,3 mil ao infrator

drogas ; traficantes ; maconha ;
Cigarro de maconha | Foto: Montagem Revista Oeste/Dmytro Tyshchenko/Shutterstock

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, nesta segunda-feira, 1º, em primeiro turno, o projeto de lei que cria multa administrativa para pessoas flagradas portando ou consumindo drogas ilícitas em espaços públicos da capital mineira.

O texto, de autoria do vereador Sargento Jalyson (PL), recebeu 28 votos favoráveis e oito contrários. Durante a discussão em plenário, o autor do projeto defendeu a medida. “Tem um bando de maconheiros nas praças”, observou. “Vamos devolvê-las para as famílias.”

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

O projeto estabelece que a punição será aplicada a qualquer pessoa flagrada em vias públicas, como ruas, avenidas, praças, viadutos, passarelas, ciclovias, áreas de vegetação e equipamentos esportivos. O valor definido é de R$ 1.380.

O projeto ainda prevê que o valor da multa poderá ser dobrado caso a infração ocorra nas imediações de hospitais, escolas, unidades prisionais, serviços de tratamento de dependentes químicos, estádios, praças e estações de transporte público. Além disso, o infrator poderá ser dispensado do pagamento caso opte por se submeter a tratamento voluntário para dependência química.

Belo Horizonte
Vista panorâmica de parte da cidade de Belo Horizonte, a partir da Praça da Liberdade, no bairro Savassi | Foto: Reprodução/Wikipedia

PT se manifesta contra projeto anti-drogas

Na justificativa anexada ao projeto, Jalyson afirma que o objetivo é estabelecer mecanismos “para desestimular o consumo de drogas no município”. De acordo com ele, a proposta se faz necessária para “conter de maneira eficaz o uso de substâncias ilícitas”. Além disso, o parlamentar do PL fala em “promover a prevenção e repressão qualificada dessa prática nociva em espaços públicos”.

O vereador também argumenta que o aumento do consumo gera “uma completa variedade de desordem social, fortalece o crime de tráfico de drogas, fomenta os delitos contra o patrimônio, coloca em risco a convivência social e compromete a segurança de toda sociedade” .

Durante a votação, parlamentares da oposição contestaram a validade constitucional da medida. O líder do PT na Câmara de Belo Horizonte, Pedro Patrus, declarou que o texto é inconstitucional. Conforme o petista, “o uso de maconha não pode ser penalizado”, com base em decisão do Supremo Tribunal Federal que fixou parâmetros para diferenciar usuário e traficante.

Com a aprovação em primeiro turno, o projeto retorna às comissões temáticas para análise das emendas. Depois, seguirá para deliberação em segundo turno no plenário.

Leia também: “A novilíngua do crime”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 250 da Revista Oeste

Leia mais:

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.