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Política

TCU abre investigação sobre gastos públicos no Gilmarpalooza

Representação do deputado Sanderson (PL-RS) indaga despesas com passagens, hospedagem e diárias de autoridades

gilmar - gilmarpalooza
Decano no Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes é o organizador do Fórum de Lisboa, conhecido popularmente como Gilmarpalooza | Foto: Carlos Alves Moura/STF

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma investigação para apurar gastos públicos com a participação de autoridades brasileiras no Fórum de Lisboa 2026, o “Gilmarpalooza”, realizado em Portugal na última semana. A medida atende a uma representação apresentada pelo deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS).

O processo foi autuado sob o número 012.652/2026-1 e distribuído ao ministro Benjamin Zymler. O Ministério Público junto do TCU também acompanhará o caso por meio da procuradora Cristina Machado.

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Segundo o parlamentar, a Corte deve verificar despesas com passagens aéreas, hospedagem, diárias e outros custos pagos por órgãos públicos para viabilizar a participação de agentes dos Três Poderes no evento.

A representação pede que a fiscalização alcance todos os órgãos que utilizaram recursos públicos para custear viagens ao evento do ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, inclusive o próprio TCU.

Investigação sobre o Gilmarpalooza pode alcançar o próprio TCU

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Sede do Tribunal de Contas da União, em Brasília | Foto: Divulgação/TCU

O documento cita informações divulgadas pela imprensa segundo as quais ao menos 135 autoridades e servidores receberam autorização para participar do encontro.

De acordo com a representação, apenas o Tribunal de Justiça do Piauí e o TCU teriam autorizado despesas que somam cerca de R$ 692 mil em diárias, sem considerar passagens nem outros gastos.

Sanderson solicita que o tribunal examine os critérios adotados para autorizar as viagens, a existência de justificativas formais, relatórios de missão e os resultados obtidos para a administração pública. O parlamentar também pede avaliação de possíveis riscos de conflito de interesses e da observância dos princípios da moralidade e da impessoalidade administrativa.

Processo está em fase inicial

A representação ainda sugere a adoção de regras mais rígidas de transparência para viagens internacionais de agentes públicos, como divulgação prévia de custos, publicação de agendas institucionais e apresentação de relatórios de resultados.

A abertura do processo não significa que o TCU tenha identificado irregularidades. Nesta etapa, a Corte analisará as informações apresentadas e poderá solicitar dados aos órgãos envolvidos para verificar a regularidade das despesas.

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2 comentários
  1. PCC
    PCC

    Alguém conhece alguma investigação desse tribunal faz de conta que tenha dado alguma coisa?

  2. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Acho qure não vai dar em nada. Mas não tem importância, pois tem que fazer guerrilha judicial como o PT sempre fez. Pelo menos vamos saber alguma coisa de quanto custou ou quando foi investido no evento. O Sanderson que se cuide, pois o Gilmar Mendes está com os olhos vermelhos.

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