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Política

Câmara aprova mudanças no ICMS; texto vai à sanção

Presidente Jair Bolsonaro já sinalizou ser favorável ao projeto

Painel de votação da Câmara dos Deputados sobre mudanças no ICMS
Painel de votação da Câmara dos Deputados | Foto: Reprodução/TV Câmara

Por 414 votos a 3, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quinta-feira, 10, o projeto de lei que altera a regra de incidência do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) sobre os combustíveis.

O plenário da Casa aprovou o texto poucas horas depois do aval do Senado. Agora, a proposta segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro (PL). Mesmo criticando a proposta, os partidos de esquerda votaram em peso a favor.

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Na live de hoje, Bolsonaro disse que, se os deputados aprovassem o projeto hoje, “a qualquer hora da noite ou da madrugada” assinaria a sanção. Segundo, ele a proposta poderá reduzir em cerca de R$ 0,60 o preço do litro do diesel.

O relator do projeto na Câmara, Dr. Jaziel (PL-CE), apresentou parecer favorável às mudanças do Senado, que prevê a incidência por uma única vez do ICMS sobre combustíveis, com base em uma alíquota fixa por volume comercializado e única em todo o país.

Mas retirou dois dispositivos que permitiriam aos Estados, por meio do Conselho de Secretários Estaduais de Fazenda (Confaz), ajustassem o ICMS, para baixo ou para cima, conforme a oscilação dos preços.

“Esses dispositivos, se aprovados, permitirão que ocorra justamente umas das distorções que a proposta pretende evitar, que é o repasse de grandes variações no preço do petróleo, a maioria das vezes temporárias e excepcionais, aos preços praticados aos contribuintes”, disse o deputado.

Projeto

Pela proposta, o ICMS, tributo estadual, passaria a ser um valor unitário cobrado sobre o litro de combustível, em vez de um percentual sobre o valor final da compra.

A porcentagem a ser cobrada será definida mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal. Ele deve ser uniforme em todo o território nacional, mas poderá ser diferenciado por produto.

O texto aprovado no Senado estabelece a chamada “monofasia” – ou seja, prevê que o ICMS, que é um tributo estadual, incidirá sobre os combustíveis uma única vez.

A mudança tenta acabar com o chamado “efeito cascata” verificado atualmente, em que o tributo incide mais de uma vez ao longo da cadeia de produção dos combustíveis.

O projeto teve origem na Câmara, onde foi aprovada em outubro do ano passado, mas como foi modificado no Senado, o texto retorna para a análise dos deputados.

Isenção de tributos

O texto também propõe que, durante 2022, serão reduzidas a zero as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a produção ou importação de diesel, biodiesel, gás liquefeito de petróleo e querosene de aviação.

Em razão dessa renúncia de receita, o projeto dispensa medidas de compensação por meio de aumento de outras receitas ou corte de despesas, conforme exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022.

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7 comentários
  1. Ricardo Contieri
    Ricardo Contieri

    Tem (des) governadores que devem estar surtando!!

  2. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Não é o caso do Presidente da República Jair Bolsonaro, INTIMAR a ministra Rosa Weber a prestar declarações a Polícia Federal em 48 hs., porque como relatora da ação impetrada em Setembro/21 pelo governo federal a respeito de fazer cumprir a CF na cobrança do ICMS sobre os combustíveis ainda não se pronunciou diante de tamanha crise mundial de combustíveis e os governadores MAMANDO grana?. Que ativismo é esse contra o governo dessa senhora e de outros iluminados do STF? Não foi ela quem deu um livrinho com a CF na posse de Bolsonaro? Pois é ele leu Rosa Weber.

  3. Jota Dabliu
    Jota Dabliu

    O ICM incide sobre ele msm, porque é calculado “por dentro”. Entenda: alíquota de icm: 20% , preço final 100. Imposto = 20, vendedor ficou com 80. Imposto real: 20/80 >> 25%

  4. Leonardo Janussi Sampaio
    Leonardo Janussi Sampaio

    Redução de impostos, como é frequente na equipe de Paulo Guedes, é possível hoje, entre outros fatores, porque não há mais corrupção no governo federal.
    Note como a corrupção era um câncer, corroía por dentro.

    1. Jota Dabliu
      Jota Dabliu

      Acertou!!! E ainda tem muita gordura pra queimar. JB 22, Tarcisio 26, 30.

  5. Lincoln Marcelo Pacheco de Menezes Veras
    Lincoln Marcelo Pacheco de Menezes Veras

    Não tenho dúvidas que católico como sou Deus ilumina as ações de Bolsonaro e do Brasil, as decisões são difíceis, as críticas também. Uma pandemia seguida de uma guerra fica difícil para o mundo. Segue em frente Brasil energias positivas.

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