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No Ponto

Relator da CPMI do INSS nega acusação de estupro

Recém-filiado ao PL, Alfredo Gaspar exibe documentos e afirma que Lindbergh Farias e Soraya Thronicke mentiram a seu respeito

O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), voltou a negar a acusação de estupro feita pelos parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS) nesta sexta-feira, 27. 

Na noite desta sexta-feira, Gaspar se pronunciou sobre as acusações: “São criminosos e estão falando uma mentira”. “Em Alagoas sou respeitado porque eu respeito as famílias e as pessoas de bem. Isso é uma coação no curso do processo mentiroso que demonstra o desespero por um relatório técnico e bem fundamentado.”

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“Olha só como é grave o que eles estão fazendo”, destacou o relator. “Mas essa coação no curso do processo eu já vinha sofrendo. Hoje eles não aguentaram o relatório técnico. Esse é o PT, esse é Lula, essa é a quadrilha que tomou conta do país.”

+ Lindbergh chama relator da CPMI do INSS de ‘estuprador’

Gaspar citou que desde que assumiu a relatoria, tem sido procurado sobre um “filho fora do meu casamento”, mas que “não tenho filho fora do casamento ou amante”.

O deputado apresentou um exame de DNA, explicando que Lindbergh e Soraya estariam falando de uma filha fora do casamento do seu primo Maurício Cesar Brêda Filho — que só teria tido conhecimento da jovem quando ela tinha 15 anos, porque a mãe teria se mudado com ela para o Rio de Janeiro. 

“Um primo meu, que é juiz, teve um relacionamento com uma funcionária doméstica quando ele ainda era adolescente e ela também”, relatou. “Ele reconheceu essa filha. A filha não está registrada, mas ele paga pensão à neta. Aqui tá o exame de DNA dessa pessoa e está aqui o nome desse meu primo, que é juiz e um homem honrado. Ele tem 60 anos. Ele era jovem, mas aqui tá o vídeo da menina que não me conhece, a filha dele, que gravou um vídeo pra vocês poderem também verificar.”

Exame de DNA do primo de Alfredo Gaspar, o juíz Maurício Cesar Brêda Filho e da filha do magistrado Lourilene Pereira da Silva
Exame de DNA do primo de Alfredo Gaspar, o juíz Maurício Cesar Brêda Filho e da filha do magistrado Lourilene Pereira da Silva | Foto: Divulgação/Equipe Alfredo Gaspar

Foi mostrado um vídeo de Lourilene Pereira da Silva, filha de Maurício Cesar, na qual ela negou conhecer o relator: “Não sou fruto de estupro algum, nem conheço pessoalmente o Alfredo Gaspar”. “Na verdade, eu não conheço muita gente da família do meu pai.”

“Temos exames de DNA, temos (ela e o pai) contatos frequentes”, ressaltou. “Então, é muito triste comparar, por eles serem primos, uma história descabida. Eles não têm nada a ver uma coisa com a outra. Não conheço o Gaspar, mas também não tenho nada contra ele.”

Acusação marca CPMI do INSS

A primeira acusação contra Gaspar ocorreu em meio à sessão da CPMI, no início da leitura do relatório. O petista Lindbergh gritou: “Você é um estuprador”. A fala causou imensa revolta entre a oposição, que saíram em defesa do relator.

Gaspar também já tinha negado o crime, chamando o petista de “criminoso, bandido e cheirador de pó”. O deputado recém-filiado ao PL também havia anunciado que iria processar e representar no Conselho de Ética contra o esquerdista.

+ Relatório da CPMI do INSS é finalizado com mais de 4 mil páginas

Senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ)
Senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) reiteraram a acusação contra o relator em coletiva de imprensa | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Algumas horas depois, Lindbergh convocou uma coletiva de imprensa com Soraya. Os parlamentares anunciaram que estavam formalizando uma denúncia crime contra o relator e disseram que não apresentariam as provas pelo pedido de sigilo que fizeram à Polícia Federal (PF) para o caso.

“É uma história terrível de pedofilia, de estupro de vulneráveis, até de trabalho escravo’, alegou Lindbergh. “Em um momento como esse, o que a gente quer aqui é que a Polícia Federal faça o seu trabalho.”

Soraya disse ter recebido as denúncias “há alguns dias”. Interpelada por Oeste se uma acusação como essa não teria como fim ofuscar o último dia da CPMI, a senadora negou. 

“Bom, nós recebemos essas denúncias e além das denúncias, nós vislumbramos indícios seríssimos”, disse. “Recebi um pedido de socorro. Acredito que na minha condição de mulher, me procuraram. Nós devemos respeitar a presunção de inocência, uma garantia constitucional de todas as pessoas. Peço para que não haja um pré-julgamento. Não é a nossa competência, competência de legisladores, cuidar desse tipo de situação, então a nossa obrigação é enviar para as autoridades competentes, é o que nós estamos fazendo.”

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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