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No Ponto

Defesa aponta ilegalidade na prisão de Martins e pede ao STF regime domiciliar

Advogados afirmam que a Corte não reavaliou a preventiva em 90 dias

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Filipe Martins, assessor especial da Presidência da República, durante palestra no Instituto Rio Branco - 9/5/2019 | Foto: Arthur Max/MRE

Nesta segunda-feira, 20, a defesa de Filipe Martins pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), regime domiciliar para o ex-assessor do governo Bolsonaro, condenado a 21 anos de prisão, pela 1ª Turma do STF, em 2025.

Os advogados Ricardo Scheiffer e Jeffrey Chiquini apontaram ilegalidade no ato, em virtude da ausência de reavaliação da medida em 90 dias.

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De acordo com a defesa, a ausência do ato transforma a medida cautelar em “antecipação de pena”.

“Tal situação, examinada à luz do art. 316, parágrafo único, do CPP, revela violação direta ao dever de revisão periódica da custódia, o que impõe o relaxamento imediato da prisão, sobretudo quando se verifica, ademais, a inexistência de trânsito em julgado e a presença de recursos pendentes, caracterizando inequívoco cumprimento provisório incompatível com a rigidez da medida extrema”, constataram os advogados.

Advogados de Filipe Martins criticam fundamento da prisão

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O ministro Alexandre de Moraes, durante sessão plenária no STF – 4/2/2026 | Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Outro argumento apresentado pela defesa diz respeito ao fundamento utilizado por Moraes para a decretação da prisão.

Conforme Scheiffer e Chiquini, a decisão considerou um suposto descumprimento de medida cautelar relacionado ao uso de rede social.

Com base em documentos, os advogados afirmam que o fato não ocorreu. Relatório da plataforma LinkedIn demonstrou a inexistência de login na conta de Martins depois da imposição das restrições judiciais.

Os registros mostram que o acesso mais recente ocorreu em setembro de 2024, antes da cautelar mencionada na decisão.

Mudança de presídio

A defesa também pediu a transferência de Martins da unidade prisional de Ponta Grossa, no Paraná.

Isso porque, segundo os advogados, as condições do estabelecimento prisional representam risco à integridade física de Martins.

Scheiffer e Chiquini citaram a morte recente de um detento na unidade como elemento novo a justificar a revisão do local de cumprimento da medida.

Leia também: “O tormento de Filipe Martins”, reportagem publicada na Edição 318 da Revista Oeste

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