publicidade
No Ponto

Alcolumbre agenda reunião para tratar da PEC da escala 6x1

Presidente do Senado mostra que a proposta seguirá o rito regimental e passará pelas comissões antes de chegar ao plenário

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Hugo Motta, presidente da Câmara, são as lideranças do Congresso Nacional em 2025 | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Alcolumbre também defendeu que o Senado tenha tempo para analisar a proposta com profundidade | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comunicou nesta terça-feira, 2, que convocará uma reunião de líderes para definir o andamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1. O encontro com as lideranças da Casa ocorrerá na próxima semana, sem a definição do dia por enquanto.

“A presidência do Senado vai fazer uma reunião na semana que vem, vai reunir os líderes partidários, os senadores e as senadoras”, disse o senador amapaense. “Mas muito especialmente o senador Otto Alencar, que é o presidente da CCJ [Comissão de Constituição e Justiça] e que tem sob esta comissão o dever de discutir esta proposta de emenda constitucional.”

Receba nossas atualizações

Segundo Alcolumbre, a PEC seguirá o rito normal no Senado, ou seja, vai passar por comissões. O presidente do Senado afirmou que colegas exigem esse tipo de tramitação. Somente depois de ser analisada por ao menos um colegiado, a proposta irá para o plenário.

A declaração sinaliza que o texto não terá tramitação acelerada na Casa. É o que gostaria a base governista e parte do centrão.

+ Leia mais notícias exclusivas na coluna No Ponto

A PEC chegou ao Senado em meio a uma disputa política sobre o seu avanço. Considerada uma das principais bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a eleição de 2026, o texto encontra na oposição a defesa por uma tramitação mais lenta, com debates e audiências públicas antes da votação.

Alcolumbre defende participação do Senado

Alcolumbre também defendeu que o Senado tenha tempo para analisar a proposta com profundidade. Segundo o presidente da Casa, a dimensão das mudanças previstas na PEC exige debate amplo e participação dos setores diretamente afetados.

“Não é razoável que a Câmara passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, para os trabalhadores e para os empreendedores”, afirmou o político do União Brasil. “E o Senado seja obrigado a carimbar o texto aprovado na Câmara.”

O presidente do Senado ainda defendeu a realização de discussões com representantes dos trabalhadores, empregadores e demais segmentos envolvidos.

“Espero muito que nesse debate a gente possa, à altura do Senado, promover um aperfeiçoamento”, afirmou. “Seria muito razoável se o Senado pudesse melhorar um texto com essa importância.”

Saiba mais:

Como vai ser a reunião com os líderes do Senado

A reunião convocada por Alcolumbre deve definir quais colegiados analisarão o texto da PEC do fim da escala 6×1. A expectativa é que a proposta passe pela CCJ e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), responsável por discutir temas ligados ao mercado de trabalho.

O presidente da CAS, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou a Oeste que pretende dar celeridade à análise da proposta caso ela seja encaminhada ao colegiado. Segundo o senador alagoano, a comissão está preparada para examinar o texto sem atrasos. “Vamos trabalhar para acelerar a tramitação”, disse.

Enquanto o governo trabalha para acelerar a tramitação, a oposição tenta ampliar o debate por meio de uma proposta alternativa apresentada pelo líder oposicionista Rogério Marinho (PL-RN). O texto prevê maior flexibilidade para a definição da jornada de trabalho por negociação entre empregadores e empregados.

A estratégia ganhou força com a decisão de Alcolumbre de encaminhar a PEC alternativa para análise da CCJ. O presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA), já informou que pretende designar o mesmo relator para examinar as duas propostas.

Leia também: “Uma CPI essencial”, reportagem de Branca Nunes publicada na Edição 323 da Revista Oeste

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

1 comentário
  1. Rosely M G Goeckler
    Rosely M G Goeckler

    No fundo, ninguém quer! Mas quer parecer q sim!

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.