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No Ponto

Exonerado por Bolsonaro, ex-diretor do Inpe ganha cargo no governo Lula

Em agosto de 2019, o então presidente acusou os dados do órgão de serem 'mentirosos'

ex-diretor Inpe
Foto: YouTube/Reprodução

Ricardo Galvão, ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vai assumir o comando do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no governo do presidente Lula. Em 2019, Galvão, que trabalhava no Inpe desde 1970, foi exonerado do órgão pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, depois de divulgar dados sobre o desmatamento na Amazônia. Na ocasião, Bolsonaro classificou as informações como falsas.

A nomeação oficial do novo coordenador do CNPq será realizada nesta terça-feira, 17, pela ministra Luciana Santos, da Ciência, Tecnologia e Inovação. Agora, Galvão vai ser o responsável por coordenar a área de financiamento de bolsas de pesquisa para estudantes de graduação e pós-graduação.

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Atualmente, um pesquisador de mestrado ou doutorado recebe, em valor de bolsa de estudo, entre R$ 1,5 mil e R$ 2,2 mil, respectivamente. A ministra, contudo, disse que pretende aumentar os valores na nova gestão.

Doutor em física, Galvão é filiado à Rede Sustentabilidade, partido pelo qual concorreu a deputado federal por São Paulo, em 2022. Sua campanha foi marcada pela “defesa da ciência”. Ele, contudo, não foi eleito.

Briga com Bolsonaro

Em agosto de 2019, durante um encontro com jornalistas estrangeiros, o então presidente acusou Galvão de mentir. O órgão havia divulgado informações segundo as quais o desmatamento na Amazônia aumentou na primeira quinzena de julho, superando toda a taxa registrada no mesmo mês do ano anterior.

“A questão do Inpe, tenho a convicção que os dados são mentirosos, e nós vamos chamar o presidente do Inpe para conversar sobre isso”, disse Bolsonaro, na época. “Mandei ver quem está à frente do Inpe. Até parece que essa pessoa está a serviço de alguma ONG, o que é muito comum.” Na ocasião, Bolsonaro ainda destacou que os dados eram “uma cópia de anos anteriores”.

Leia também: “A verdade incendiada”, reportagem de Edilson Salgueiro para a Edição 130 da Revista Oeste

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10 comentários
  1. Paulo Márcio Vieira da Silva
    Paulo Márcio Vieira da Silva

    Lamentável a atitude destas pessoas que maqueiam dados e chamam de “ciencia”…

  2. Renata Thomaz
    Renata Thomaz

    Foi “premiado” pelo governo corrupto do qual participará… O mais interessante que ficará com a responsabilidade de coordenar as bolsas, ou seja, terá muiiiiito dinheiro em suas mãos e ainda será aumentado o valor…. Agora ficou claro.

    1. Paulo
      Paulo

      E distribuirá as bolsas somente aos amigos, parentes dos amigos, filiados ao partido.

  3. Cristiano Palha
    Cristiano Palha

    Velho mal caráter, na época quis se passar por isento, quando na verdade estava já filiado ao partido daquele abominável ser saltitante. Esquerdista não tem vergonha na cara. Os camaradas não tem hombridade de se afastarem dos governos que eles odeiam. Seria tão bom se ao menos tivessem a coerência de se afastarem ao invés de permanecerem em seus cargos sabotando o governo.

  4. Antonio Carlos Leskovar Borelli
    Antonio Carlos Leskovar Borelli

    Todas as mascaras vão caindo, todos os covardes traidores da Pátria vão assumindo seus papéis na farça

  5. Carlos Alberto Chavez
    Carlos Alberto Chavez

    Esse figura estava no INPE desde 1970 e não viu que o maior desmatamento ocorreu no governo do ex presidiário ?

    A cegueira seletiva foi presenteada.

  6. Paulo
    Paulo

    O inpe é o órgão político travestido de técnico. As pessoas entram lá para fazer carreira político-partidária, patrocinada à revelia pelo contribuinte. O inpe poderia ser extinto para benefício do país, os serviços que presta deixaram há muito de serem estratégicos ou tecnologicamente avançados. O setor privado é plenamente capaz de fornecer imagens, seu processamento e análise, com muito mais profissionalismo e economia.

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