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No Ponto

Documento da Abin revela o que a agência descobriu sobre a atuação da Usaid no Brasil

Organização americana bancou ONGs de 'posicionamento conflitante com interesses do nosso país na Amazônia', mostra relatório de 2012

usaid abin
Fachada da Abin, em Brasília | Foto: Reprodução

Nesta semana, o presidente Donald Trump anunciou o fechamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em inglês).

Ao abrir a “caixa-preta” da agência, descobriu-se que ela também servia para financiar políticas de esquerda no mundo, sob pretexto de apoiar medidas contra a fome e em prol de vacinas em países pobres.

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O Brasil não ficou fora do alcance dos tentáculos da Usaid. Por isso, as atividades dela em território nacional chamaram a atenção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que, em 2012, produziu um conjunto de relatórios.

Em um dos documentos obtido pela Comissão Parlamentar de Inquérito das ONGs da Amazônia, de 2023, ao qual Oeste teve acesso em primeira mão, a agência constatou que a Usaid infiltrou-se no Estado do Amazonas para financiar ONGs “que adotam posicionamentos conflitantes com interesses do governo brasileiro na região, além de desenvolver ações que configuram tentativas de interferência externa”.

Ações da Usaid monitoradas pela Abin

Ao abrir a ‘caixa-preta’ da agência, Trump descobriu que ela também servia para financiar políticas de esquerda ao redor do mundo, sob pretexto de apoiar medidas contra a fome e em prol de vacinas em países pobres | Foto: Shutterstock/Anna Moneymaker

Ao menos seis ONGs são citadas como entidades a serviço dos EUA (todas com sede fora do Amazonas) e bancadas pela Usaid:

  1. Kanindé – Associação de Defesa Etnoambiental;
  2. Instituto Internacional de Educação no Brasil (IEB);
  3. Equipe de Conservação da Amazônia;
  4. Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon);
  5. Instituto Floresta Tropical;
  6. Instituto de Pesquisas Ecológicas.

Conforme a Abin, a Kanindé e o IEB, um dos que mais recebeu capital estrangeiro (só em 2004, foram mais de R$ 12 milhões da Fundação Moore, um grupo progressista dos EUA), mobilizaram indígenas para impedir a pavimentação da BR-317, rodovia que liga o Acre à Interoceânica, em 2010. A onda de protestos só terminou depois de um acordo entre o governo estadual e esses grupos, intermediado pelas ONGs.

A Abin afirmou que as seis ONGs, sobretudo Kanindé e IEB, “atuaram opondo-se às obras, procurando influenciar as organizações indígenas de acordo com as posições defendidas pela Usaid”. Um desses posicionamentos é o projeto Iniciativa para a Conservação da Bacia da Amazônia (ABCI).

“A ideia básica do projeto ABCI era a de que as populações tradicionais seriam os agentes mais importantes para a preservação da Amazônia e que as obras de infraestrutura planejadas pelo governo brasileiro, como a construção ou recuperação de estradas, construção do gasoduto Urucu-Porto Velho e de usinas hidrelétricas no rio Madeira, trariam impactos sociais e ambientais negativos, especialmente a expulsão de populações tradicionais e a expansão da fronteira agrícola”, escreveu a Abin, no relatório. “Para contrapor-se a tais ameaças, o projeto propunha fortalecer as organizações indígenas e monitorar desmatamento, queimadas e abertura de estradas pelos madeireiros, através de imagens de satélite e da atuação das populações locais.”

O relatório da Abin menciona ainda monitoramento da Amazônia, feito via satélite, pelo Imazon, abastecido com recursos da Usaid. “Utilizam técnicas desenvolvidas para detectar, quantificar e monitorar, por meio de imagens de satélites, estradas, comunidades tradicionais e tipologias florestais, entre outros aspectos”, diz a Abin. “Com financiamento estadunidense, o Imazon vem monitorando o espaço geográfico brasileiro. O sensoriamento remoto é feito por meio de satélites do projeto Landsat, pertencentes aos EUA.”

Conclusão da agência brasileira

Segundo a Abin, “no que diz respeito ao Estado do Amazonas, a atuação das ONGs nacionais que recebem financiamentos da Usaid, norteada por objetivos de política externa do governo dos EUA, configura tentativa de interferência externa em assuntos nacionais”. “Tais ONGs buscam influenciar organizações indígenas e povos tradicionais no sentido contrário ao da construção de obras de infraestrutura projetadas pelo governo brasileiro para a região.”

Leia também: “A CPI que abriu a caixa-preta das ONGs da Amazônia”, reportagem publicada na Edição 188 da Revista Oeste

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8 comentários
  1. Euclides Rampelo
    Euclides Rampelo

    Vejam que coisa interessante. Lendo essa matéria e descobrindo que a ABIN mais uma vez tomou conhecimento de fatos graves que exigiriam uma ação do Executivo, dos órgãos de segurança federais, como da hoje PF/Gestapo e nada foi feito. Os influenciadores continuaram a agir e sabotar o Brasil. Nem mesmo o jornalismo (na época) que se autodeclara investigativo descobriu nada acerca desse assunto, nem recebeu algum vazamento dessas importantes informações. A verdade é que o Brasil continua sob influência das outras nações, principalmente dos Estados Unidos e seu DeepState, o qual trabalha até mesmo pela destruição do regime que se consolidou no país, de liberdade e livre comércio. É a revolução socialista silenciosamente avançando no mundo, instaurando as bases do comunoglobalismo, o modelo de governança mundial que se tornou uma simbiose entre o comunismo e o capitalismo. Loucura? Mas é o que estamos vendo ser revelado com a volta de Trump.

  2. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    E sobre a interferência nas campanhas das eleições a ABIN não descobriu nada?

  3. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Excelente trabalho da ABIN. Em 2012 quando produziu os relatórios, presidia o Brasil, Dilma, em seu primeiro mandato. Gostaria muito de saber aonde Dilma mandou que enfiassem esse relatório, já que desconheço qualquer esforço em combater essas ONG. Afinal, trabalhavam para os “progressistas” e, nesse caso, não eram os imperialistas americanos que estavam agindo.

  4. Filipe Drumond Costa
    Filipe Drumond Costa

    Tem que fechar essas ONG´s, investigar a atuação e punir rigorosamente seus membros.

  5. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    e É por isso que os covardes das forças armadas prenderam idosos e pipoqueiros… vcs sabiam que a promoção de generais, brigadeiros passam pelo crivo do departamento de estado e pentágono no brasil ?!? pois é! durma-se com um barulho desse… partido DEMONIOCRATA norte americano… desde o degenerado Kennedy sendo um partido do demonio e anti cristão promovedores de guerras para enriquecer a sua industria.

  6. R Fortes
    R Fortes

    Apesar de tudo que virá a ser denunciado pela Secretaria de Estado dos EUA, MOSSAD, etc … nada vai mudar no reino de Voldemort, do chupador

    1. R Fortes
      R Fortes

      Continuando ….. chupador beiço de veludo (aquele que o Dirceu o tem de refém com os videos da orgia homossexual em Cuba, essa bichona que “derrotou o bolsonarismo”), o caipira mato-grossence beiçola de sapo, e o amigo-do-amigo (aquele que não passa nem no ENEN), e outros dessa ORCRIM internacional, nada vai mudar no curto prazo no Brasil.
      Os cangaceiros de estados eternamente deficitários continuam se apossando da câmara e do senado.
      Esses quadrilheiros somente serão expurgados com a força divina, extinguindo suas vidas nefastas.

  7. Luiz Fraga
    Luiz Fraga

    Assunto de suma importância. Onde estão a PF e as nossas FFAA nessa hora?! Não são as FFAA as responsáveis pela defesa territorial e pela soberania nacional?! E o próprio Congresso!? Há muito já estamos “carecas” de saber que todas essas ONGs de fachada estão infiltradas na Amazônia somente para atender aos interesses das potências estrangeiras. Em resumo: tomar posse dos nossos recursos naturais e impedir o desenvolvimento nacional.

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