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No Ponto

Cúpula da Secretaria LGBT+ do Ministério dos Direitos Humanos gasta quase R$ 1,2 milhão em viagens

Integrantes do departamento da pasta realizaram mais de 190 deslocamentos nacionais e internacionais desde 2023

lula avião
Lula anunciou a compra de aviões para a Presidência e para ministros | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ao mesmo tempo em que busca consolidar sua imagem como vitrine social do governo Lula, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania intensificou compromissos no exterior.

Levantamento feito pela coluna, com base em dados do Portal da Transparência e registros do Diário Oficial da União, mostram que integrantes da cúpula da pasta realizaram mais de 190 viagens, entre 2023 e 2025, com despesas que somam mais de R$ 1,2 milhão em diárias e passagens.

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Do montante total, pouco mais de R$ 600 mil foram gastos em viagens internacionais. Quanto aos destinos nacionais, os gastos somam aproximadamente a mesma quantia em diárias e passagens no período analisado.

No topo da lista está Symmy Larrat Brito de Carvalho, secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, que concentra cerca de R$ 550 mil em gastos.

Ao todo, Symmy fez 94 viagens no período, número que a põe como a integrante com maior número de deslocamentos. Só em agendas internacionais, ela acumula quase R$ 250 mil em despesas.

Outro integrante com volume elevado de despesas é Lucas Santiago Vilela, coordenador-geral de Assuntos Internacionais, com cerca de R$ 275 mil, grande parte vinculada a deslocamentos para o exterior.

Já Alessandro Santos Mariano, chefe de gabinete da Secretaria LGBTQIA+, soma cerca de R$ 200 mil, enquanto Hiago Mendes Guimarães registra R$ 160 mil em despesas.

Gastos com viagens

Os quatro integrantes da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ atuam na pasta desde o início do governo Lula, com registros de viagens oficiais já nos primeiros meses de 2023.

A secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat Brito de Carvalho
Symmy Larrat Brito de Carvalho durante palestra | Foto: Divulgação/Redes Sociais

Symmy Larrat Brito de Carvalho — secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+

  • R$ 558.770,72 em gastos
  • 94 viagens realizadas
  • 78 destinos nacionais com custo total de R$ 244.053,24
  • 16 destinos internacionais com custo total de R$ 314.717,48
Lucas Santiago Vilela — assessor na Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+
Lucas Santiago Vilela em evento do Grupo de Trabalho Intergovernamental (IGWG) da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Empresas e Direitos Humanos realizado em Genebra, na Suíça (24/10/2025) | Foto: TV ONU/Reprodução

Lucas Santiago Vilela — coordenador-geral de Assuntos Internacionais do MDHC

  • R$ 275.333,18 em gastos
  • 12 viagens realizadas
  • 1 destino nacional com custo total de R$ 10.900,00
  • 11 destinos internacionais com custo total de R$ 264.434,94
Alessandro Santos Mariano — chefe de Gabinete da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+
Alessandro Santos Mariano durante evento com indígenas LGBTQIA+ | Foto: Divulgação/MDHC

Alessandro Santos Mariano — chefe de gabinete da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+

  • R$ 205.916,62 em gastos
  • 46 viagens realizadas
  • 38 destinos nacionais com custo total de R$ 124.184,13
  • 8 destinos internacionais com custo total de R$ 81.390,15
Hiago Mendes Guimarães — diretor na Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+
Hiago Mendes Guimarães é diretor na Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ do MDHC | Foto: Divulgação/Redes Sociais

Hiago Mendes Guimarães — diretor na Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+

  • R$ 157.579,02 em gastos
  • 40 viagens realizadas
  • 38 destinos nacionais com custo total de R$ 145.593,47
  • 2 destinos internacionais com custo total de R$ 12.326,13

Diplomacia LGBT

Os documentos oficiais das viagens ajudam a explicar o destino dos recursos e também a linha de atuação adotada pela pasta.

As justificativas apontam, recorrentemente, para a participação em fóruns internacionais voltados à promoção de direitos humanos, com ênfase na pauta LGBTQIA+ em encontros com organismos multilaterais.

Entre os compromissos listados estão agendas na Organização das Nações Unidas (ONU), reuniões do Core Group LGBTI, participação em eventos da ONU Mulheres, além de fóruns internacionais como o Global Equality Summit e encontros promovidos por instituições como o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

As justificativas do governo destacam objetivos como “fortalecer a presença do Brasil em fóruns internacionais”, “trocar experiências e boas práticas” e “construir parcerias estratégicas”, termos que se repetem nas autorizações de viagem.

Destinos como Nova York, Genebra, Bogotá, Amsterdã e cidades da África do Sul aparecem de forma recorrente nos registros.

O que diz o MDHC

Oeste procurou MDHC para se posicionar sobre os gastos de integrantes da pasta para agendas nacionais e internacionais.

Em nota, o ministério afirmou que as viagens “seguem rigorosamente as normas da administração pública federal, são devidamente autorizadas e atendem a critérios técnicos, necessidade de serviço e interesse público”.

Segundo a pasta, os deslocamentos estão diretamente ligados às atribuições institucionais da secretaria, incluindo a articulação com estados e municípios, o acompanhamento de políticas públicas e a representação em agendas nacionais e internacionais.

O ministério também sustentou que as agendas no exterior geraram resultados concretos para a formulação de políticas públicas no país: “No plano internacional, as agendas resultaram em cooperações, acordos e produtos técnicos que subsidiaram políticas públicas no Brasil, incluindo a formulação da Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ e iniciativas de enfrentamento à violência”.

Por fim, a pasta ressaltou que “todas as missões possuem objetivos definidos, registro formal e prestação de contas, em conformidade com as regras de transparência e controle da administração pública federal”, e reiterou que sua atuação é orientada “pelo interesse público e o fortalecimento das políticas de direitos humanos no país”.

Leia a íntegra da nota enviada pelo MDHC a Oeste:

“O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) informa que as viagens realizadas pela Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ entre 2023 e 2025 seguem rigorosamente as normas da administração pública federal, são devidamente autorizadas e atendem a critérios técnicos, necessidade de serviço e interesse público. 

Os deslocamentos estão diretamente vinculados às atribuições institucionais da Secretaria, incluindo a articulação federativa com estados e municípios, o acompanhamento de políticas públicas e a representação institucional em agendas nacionais e internacionais. Trata-se de atividades inerentes à implementação de políticas de alcance nacional. 

No plano internacional, as agendas resultaram em cooperações, acordos e produtos técnicos que subsidiaram políticas públicas no Brasil, incluindo a formulação da Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ e iniciativas de enfrentamento à violência. 

Todas as missões possuem objetivos definidos, registro formal e prestação de contas, em conformidade com as regras de transparência e controle da administração pública federal. 

O MDHC reafirma que sua atuação é orientada pelo interesse público e o fortalecimento das políticas de direitos humanos no país”.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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6 comentários
  1. RENATO
    RENATO

    QUE MARAVILHA FAZER TURISMO PAGO PELOS CONTRIBUINTES!
    A FARRA DOS PELEGOS NÃO TEM LIMITES!

  2. Racosta
    Racosta

    É uma farra! Torram tudo e não entregam nada de concreto! Um desperdício de recursos…

  3. Daniel BG
    Daniel BG

    Não gosto da entrega dos LGBTs (em geral) à esquerda, mas no Brasil existe uma ala LGBT de direita que não está de acordo com a espoliação que a esquerda faz sobre os pagadores de impostos.

  4. Paulo
    Paulo

    Pergunta: o ministro Gilmar Mendes foi convidado a algum evento do tema LGBTQIA+ e iniciativas de enfrentamento à violência? Acho que ele teria muito a aprender.

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