publicidade
No Ponto

Carol De Toni está próxima de se filiar ao Novo

Deputada foi preterida pelo PL e decidiu trocar de partido para concorrer ao Senado

A presidente da CCJ da Câmara, Carol De Toni (PL-SC), durante sessão na comissão | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Carol De Toni deve disputar o Senado com Esperidião Amin (PP-SC) e Carlos Bolsonaro (PL-SC) | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A deputada federal Carol Toni (PL-SC) está próxima de trocar o Partido Liberal (PL) pelo Novo. Desde a semana passada, a parlamentar está dedicada a conversar com suas bases eleitorais para formalizar a troca de legenda.

Interlocutores do Novo dizem que o acordo está 99% apalavrado. A parlamentar assegurou que pretende sair do PL assim que acertar os trâmites burocráticos.

Receba nossas atualizações

+ Saiba mais sobre os bastidores da política em No Ponto

A deputada vinha trabalhando havia meses com a expectativa de ser a candidata oficial do PL ao Senado em 2026, compromisso que havia sido assumido pelo governador do Estado, Jorginho Mello (PL). O acordo envolveria um pacto amplo: o PP lançaria Esperidião Amin novamente ao Senado e, em troca, apoiaria a candidatura à reeleição do governador catarinense.

Esse cenário desabou quando Bolsonaro decidiu lançar um dos filhos, o vereador carioca Carlos Bolsonaro, como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina. A partir daí, o PL passou a priorizar Carlos. Assim, a candidatura de De Toni perdeu espaço, o que gerou impasse sobre sua permanência na sigla.

De Toni é uma das favoritas ao Senado

Pesquisas eleitorais mostram que De Toni disputará voto a voto com Amin e Carlos. Segundo um levantamento recente da Paraná Pesquisas, Carlos tem 22,2% da preferência dos eleitores catarinenses, seguido por De Toni, com 19,9%, Décio Lima, do PT, com 17,2%, e Amin, com 14,5%.

Com o rompimento definitivo, De Toni entrou na fase final de negociações para se filiar ao Novo. A legenda ofereceu autonomia total para a candidatura ao Senado, ausência de conflitos internos e espaço para atrair o voto conservador, especialmente depois das manifestações de apoio de figuras como Michelle Bolsonaro. O entendimento entre aliados é que o bolsonarismo tende a apoiá-la mesmo fora do PL.

A decisão de De Toni põe fim ao dilema do governador Jorginho Mello. Ele tentava evitar a ruptura com o PP e, ao mesmo tempo, agradar Bolsonaro. Agora, perde uma das principais lideranças femininas do PL, enfrenta desgaste interno por ter recuado do acordo e corre o risco de rachar a base governista.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

Leia mais sobre:

6 comentários
  1. José Alves Ferreira
    José Alves Ferreira

    Aos quase 80 anos, ainda em gozo – o que me restou – de faculdades mentais, ouso dar meus pitacos em algumas coisas, sabendo que nada mudará, mas prevalecendo a idade pode ser que alguém leia e entenda.
    Coisa feia essa de Santa Catarina: um carioca da gema, raiz, sai do seu estado e finge ser do outro; ganha residência lá, talvez até comece a tomar chimarrão e falar gauches…, mas não convence. Pior, o que pode demonstrar para seus possíveis eleitores de projetos e ganhos para o povo que até antes atendia e mereça voto agora dos que agora que pretende. Desconheço…
    Vira um enorme problema, pois esse “fake” cidadão catarinense apenas quer garantir uma candidatura a um posto, no legislativo o mais alto: Senador!
    Aliados discutem, planejam rifar nomes para atender ou tirar algum proveito, sem dar ao eleitorado um motivo lógico; buscam apenas seus próprios interesses… como sempre. Ora, senador deve representar seu estado, ser proveniente de lá para conhecer as necessidades do povo que nele votar; é o mínimo que se pode esperar. Falta de nomes no estado, daí a necessidade de importar alguém de fora? Não, existem candidatos e candidatas; Carol do Toni, por exemplo é a melhor opção para ser representante local.
    Aliás, razão do meu pitaco. Mas, em nome de não sei o que (bastidores falam em tanta coisa), resolvem que ela deve outra coisa, menos empecilho para o cidadão alienígena. Será que apenas ter um sobrenome é razão de tamanha celeuma?
    Gosto, voto e considero muito o ex-presidente, que foi e é a cada momento colocado em situações absurdas juridicamente. Poderia até entender seu empenho – ou dos que circulam a sua volta – mas, certos momentos exigem reflexão. Precisa ter toda a família em cargos políticos? Quando se veem os motivos – proteção contra o uso arbitrário da justiça – penso que poderiam existir outros meios; não sacrificar uma excelente candidata, quando se busca apenas imunidade familiar. Acho que não… sua biografia seria melhor se não fosse algo assim…Mas, é apenas isso: meu pitaco…. inté!

  2. Flávio Marini Fava
    Flávio Marini Fava

    Torcendo para Carol ser eleita senadora por SC. Sou de direita, não sou bolsonarista. Carol vai representar muito bem o seu estado.

  3. Refletindo internamente
    Refletindo internamente

    Que bom que não desistiu e não baixou a cabeça pra nova oligarquia que esta se formando no país, o Carlos podia concorrer pelo RJ, Goias, ou ES mas nao, ele quer um Estado mais rico e com melhor IDH que os demais, bobos a familia não é, bobos sao o povo de SC com tanto politico mais conservador que os Bolsonaro votando neles apenas por fanatismo, quando o renan matar alguem atropelado por bebedeira ou estuprar ou bater em mulher ninguem vai poder fazer nada pq a familia vai ter tanto poder q vao proteger, assim como o filho do lula é protegido mesmo com videos da agressao a namorada e o padre lancelote masturbando pra criancas e adolescentes

  4. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Perfeito vai para o Novo, talvez lá dêem o devido valor, já que perdeu espaço no seu estado por interferência de um candidato que nem é da região. Com certeza vai ser eleita.😜😜😜

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.