publicidade
No Ponto

Motta recua, e deputado do União não vai ser relator da comissão da PEC da Escala 6x1

Presidente da Câmara nomeou deputado do Republicanos para o posto e escolheu parlamentar do PT para presidir o colegiado

Paulo Azi e Hugo Motta
Paulo Azi (esq.) e Hugo Motta (dir.) em plenário da Câmara | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Nesta terça-feira, 28, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), recuou e decidiu não manter o deputado Paulo Azi (União-BA) como relator da comissão especial da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Fim da Escala 6×1.

Azi foi responsável por relatar a admissibilidade da proposta na Comissão de Constituição e Justiça, etapa em que apresentou parecer favorável ao andamento da PEC. Mesmo sem tratar do mérito, ele antecipou pontos que devem dominar a próxima etapa da discussão. Entre eles, a necessidade de uma transição gradual para adaptação dos setores econômicos e a eventual criação de mecanismos de compensação para o setor produtivo.

Receba nossas atualizações

fim da proposta 6x1
Deputado Leur Lomanto Jr; Reginaldo Lopes, autor de uma das propostas de redução da jornada, e Paulo Azi, relator da PEC na CCJ da Câmara | Foto: Agência Câmara de Notícias

Logo na abertura do voto, o relator defendeu um tratamento técnico do tema e alertou para distorções no debate público. Segundo Azi, é necessário evitar que a discussão seja “contaminada pelo populismo e pela demagogia”. 

Nos bastidores, a base sindicalista pressionou o presidente da Câmara para indicar o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP). Contudo, Motta decidiu nomear Léo Prates (Republicanos-BA) como relator da comissão. O presidente será Alencar Santana (PT-AP).

“Depois de um amplo diálogo e de conversas feitas com parlamentares que já acompanham essa matéria aqui na Casa desde um longo tempo, decidimos designar para presidir essa comissão especial o deputado Alencar Santana, do PT de São Paulo”, anunciou. “O relator desta comissão Especial será o deputado Léo Prates, do Republicanos da Bahia, para que juntos com os demais parlamentares que vão compor o colegiado, possam trabalhar até o final do mês de maio na elaboração do texto.”

Léo Prates (Republicanos-BA) será o responsável pelo parecer da PEC da Escala 6x1 | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Léo Prates (Republicanos-BA) será o responsável pelo parecer da PEC da Escala 6×1 | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Comissão especial da PEC da Escala 6×1

A comissão especial será responsável por aprofundar o debate sobre o mérito da proposta, com a realização de audiências públicas e escuta de representantes do setor produtivo, sindicatos e especialistas. A expectativa da cúpula da Câmara é que, sob a relatoria de Azi, seja possível construir um parecer com maior viabilidade política para aprovação.

O objetivo de Motta é acelerar a tramitação da PEC e levá-la ao plenário ainda em maio ou, no máximo, em junho — antes do recesso do Legislativo. A proposta precisa ser aprovada em dois turnos, com 257 votos favoráveis.

Propostas em discussão

A PEC do Fim da Escala 6×1 em tramitação reúne duas diferentes iniciativas que tratam da redução da jornada e da reorganização das escalas de trabalho.

Um dos textos é de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a PEC 221/2019, que propõe a redução progressiva da jornada semanal de 44 para 36 horas ao longo de dez anos.

Outra proposta, a PEC Apensada 8/2025, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), defende um modelo mais imediato, com jornada reduzida combinada à adoção da escala 4×3 — quatro dias de trabalho e três de descanso.

+ Leia mais notícias de Política em No Ponto

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    Claramente visível está a tutela por trás de uma economia que tem destino. Ao contrário da livre economia, uma economia tutelada pela política acaba em precipício.
    A matemática não bate. O estado intervindo na relação empregador-empregado, determinando a jornada de trabalho e não incluindo o aumento populacional e da terceira idade. Podemos imaginar a quantidade de aposentados versus a de trabalhadores jovens (cada vez maior) e a quantidade de lixo (também cada vez maior) de uma população crescente e sem infra estrutura mas cidades, tudo proporcionado pelo “estado tutelar”, o governo “do povo comunista”. E como o Lulu já mostra sua “sapiência”: não tem picanha come pé de galinha, não tem pé de galinha, come nada.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.