O regime do ditador Nicolás Maduro informou, na madrugada desta quinta-feira, 1º, a libertação de 87 pessoas presas por razões políticas. A divulgação partiu do Comitê de Mães em Defesa da Verdade, entidade que acompanha casos relacionados à repressão estatal na Venezuela.
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
Receba nossas atualizações
A organização afirma que o gesto não encerra a crise. Segundo o grupo, os libertados seguem submetidos a processos judiciais e a medidas restritivas. Para o comitê, a situação mantém a insegurança jurídica e não representa liberdade plena.
Ainda conforme a entidade, houve outras liberações no período natalino, quando dezenas de presos deixaram as cadeias do país. O comitê atribui essas decisões à mobilização contínua de mães e familiares, que pressionam as autoridades há mais de um ano.
ONG cobra anistia e aponta centenas de casos pendentes na Venezuela
O Comitê de Mães em Defesa da Verdade sustenta que centenas de pessoas continuam privadas de liberdade de forma arbitrária. A organização não governamental (ONG) defende uma anistia geral como única resposta capaz de encerrar o problema e reduzir o impacto social da repressão.
Levantamentos de outras entidades reforçam a dimensão do quadro. O jornal El Nacional registrou que o Foro Penal contabilizava, em 15 de dezembro, 902 presos políticos no país, entre eles estrangeiros e cidadãos com dupla nacionalidade. Já a ONG Justiça, Encontro e Perdão indicava um número superior a mil.
Essas organizações não contestam o anúncio do comitê, mas relatam cifras menores no total de libertações recentes. As estimativas variam de 29 a 47 pessoas soltas.
Leia também: “Maduro anuncia reforço militar da Venezuela para 2026”
EUA anunciam mais sanções ao setor de petróleo da Venezuela
CIA realizou ataque com drone contra instalação na Venezuela
Trump teve seus motivos para iniciar ofensiva contra Maduro; entenda
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.