Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
O governo dos Estados Unidos anunciou, em 13 de julho, novas sanções ao setor de turismo de Cuba, afetando o Ministério do Turismo e nove entidades estatais, como parte de uma estratégia para aumentar a pressão econômica sobre o regime cubano. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que as sanções visam enfrentar ameaças à segurança nacional e promover reformas em Cuba.
O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta segunda-feira, 13, uma nova rodada de sanções contra o setor de turismo de Cuba, um dos principais pilares da economia da ilha. As restrições atingem o Ministério do Turismo e nove entidades estatais ligadas a importação, exportação e comercialização de combustíveis, bens e serviços, em meio ao endurecimento da política de Washington contra o regime socialista.
Em comunicado, o Departamento de Estado informou que as novas medidas fazem parte da estratégia de ampliar a pressão econômica sobre Havana.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias do Mundo em Oeste
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que “os Estados Unidos continuarão a usar todos os meios à sua disposição tanto para enfrentar as ameaças à segurança nacional representadas pelo regime comunista cubano quanto para promover reformas econômicas e políticas que darão a Cuba um futuro melhor”.

A pasta também minimizou as recentes iniciativas econômicas anunciadas pelo regime cubano. Segundo o Departamento de Estado, as reformas representam “sinais de fumaça modestos, há muito esperados e, em última análise, superficiais do regime cubano”.
O regime de Cuba reagiu às sanções com críticas. Em publicação nas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, acusou Washington de ampliar a pressão sobre a população da ilha.
“Os Estados Unidos continuam a intensificar sua guerra contra o povo cubano, suas condições de vida e seus meios de subsistência”, declarou o chanceler. Segundo ele, a decisão representa “uma clara evidência da intenção criminosa e genocida com que os líderes dos EUA estão determinados a punir toda a população do país”.

As novas restrições se somam às medidas adotadas por Washington em janeiro, quando os Estados Unidos reforçaram o bloqueio ao petróleo e impuseram sanções adicionais. A iniciativa levou diversas empresas estrangeiras a interromperem operações em Cuba por receio de sofrer os efeitos das penalidades norte-americanas.
Turismo de Cuba em queda
As sanções chegam em um momento de forte retração do turismo cubano. Dados oficiais mostram que, nos primeiros cinco meses de 2026, apenas 360 mil turistas visitaram a ilha, uma redução de 58% em relação ao mesmo período do ano anterior, que já havia registrado o pior desempenho desde o início da pandemia.
Enquanto Cuba perde visitantes, outros destinos do Caribe ampliam sua participação no mercado. A República Dominicana recebeu mais de dez vezes o número de turistas registrado pela ilha no mesmo período.

O desempenho reflete também a baixa utilização da rede hoteleira. Mesmo com anos de investimentos estatais na construção de hotéis, a taxa de ocupação no primeiro trimestre não chegou a 13%, deixando empreendimentos com quartos vazios e praias pouco movimentadas.
Em junho, o ditador Miguel Díaz-Canel anunciou que cidadãos cubanos poderão administrar hotéis em nome do Estado. A medida integra um pacote de mais de 170 reformas apresentado pelo regime na tentativa de conter a crise econômica, marcada pela escassez de recursos e pelos frequentes problemas no fornecimento de energia.
Rubio reafirma pressão dos EUA contra Cuba e cobra reformas do regime
EUA ampliam sanções e acusam Cuba de aprofundar crise
Número de presos políticos bate recorde em Cuba
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.