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EUA ampliam sanções e acusam Cuba de aprofundar crise

Secretário norte-americano diz que militares desviam dinheiro da população e alerta empresas sobre risco de punições

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante atendimento à imprensa | Foto: Reprodução/X
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante atendimento à imprensa | Foto: Reprodução/X

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta terça-feira, 23, novas sanções contra empresas ligadas ao conglomerado militar cubano Gaesa. Rubio acusou o regime comunista da ilha de agravar a crise econômica e social ao priorizar a manutenção do poder em detrimento do bem-estar da população.

Em mensagem publicada na rede social X, Rubio afirmou que a situação em Cuba está se deteriorando à medida que o governo comunista, que classificou como “corrupto, brutal e antiamericano”, continua concentrando esforços na preservação de seu controle político. Segundo ele, a população cubana sofre com a falta de liberdade, oportunidades e acesso a necessidades básicas.

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Para EUA, grupo militar enriquece elite governista

O chefe da diplomacia norte-americana declarou que o Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa), conglomerado controlado pelas Forças Armadas cubanas, atua há anos como principal instrumento para o enriquecimento da elite governista. De acordo com Rubio, recursos escassos da ilha estariam sendo desviados para ações de repressão interna, atividades de inteligência e iniciativas consideradas hostis aos interesses dos Estados Unidos.

Como parte da nova rodada de medidas, Washington incluiu na lista de sanções adicionais empresas e entidades ligadas à movimentação de recursos financeiros e ativos físicos do grupo militar. Também foram alvo das restrições organizações envolvidas na exploração de reservas minerais e metálicas de Cuba.

Rubio advertiu ainda que qualquer empresa ou instituição financeira que mantenha relações comerciais com os alvos das sanções poderá ser punida pelo governo americano. O secretário pediu que bancos estrangeiros e companhias internacionais interrompam imediatamente os serviços prestados às entidades atingidas.

As novas medidas ampliam a pressão do governo do presidente Donald Trump sobre Havana. Desde o retorno de Trump à Casa Branca, a política americana em relação a Cuba voltou a adotar uma postura mais rígida, com foco no endurecimento das sanções econômicas e no isolamento de estruturas controladas pelos militares cubanos.

Leia também: “A eleição peruana, as urnas e o gol contra Moraes”, reportagem publicada na Edição 327 da Revista Oeste

O Gaesa é considerado uma das organizações mais influentes da economia da ilha. Controla setores como turismo, comércio, infraestrutura, logística e serviços financeiros, sendo apontado por críticos do regime como um dos pilares de sustentação do governo cubano. Enquanto isso, a população enfrenta uma das mais graves crises econômicas de sua história recente, marcada por escassez de alimentos, apagões frequentes, inflação elevada e aumento da emigração.

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