A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) conduziu, neste mês, um ataque com drone contra uma instalação na costa da Venezuela. A CNN norte-americana apurou a informação com fontes a par da operação. Trata-se do primeiro registro conhecido de uma ação norte-americana desse tipo dentro do país.
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O alvo foi um cais isolado, apontado por autoridades dos Estados Unidos como ponto de apoio do grupo Tren de Aragua. A estrutura servia para armazenar drogas e transferi-las para embarcações. Não havia pessoas no local no momento do ataque.
Fontes relataram que forças de operações especiais dos Estados Unidos prestaram apoio de inteligência. A participação indica envolvimento contínuo de ativos norte-americanos na região. O objetivo foi interromper a logística do tráfico.
Trump reconheceu destruição de cais na Venezuela
O presidente Donald Trump mencionou a ofensiva em entrevista na sexta-feira 26. Ele citou a destruição de uma grande instalação ligada a embarcações. Questionado novamente nesta segunda-feira, 29, afirmou que o ataque atingiu “a área do cais onde eles carregam os barcos com drogas”. O presidente não esclareceu se a ação coube à CIA ou às Forças Armadas.
Autoridades avaliam que o impacto operacional foi limitado. O local destruído seria apenas um entre vários usados por traficantes. Ainda assim, a iniciativa tem peso simbólico e pode elevar a tensão com Nicolás Maduro.
Nos últimos meses, os Estados Unidos destruíram mais de 30 embarcações no Caribe e no Pacífico Oriental. Washington classifica as ações como parte de uma campanha contra o narcotráfico. O governo também determinou o bloqueio de petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela.
Até então, as operações se restringiam a águas internacionais. A mudança ocorreu depois da ampliação das atribuições da CIA na América Latina. A autorização passou a incluir ações dentro da Venezuela.
Integrantes do alto escalão indicaram que a estratégia seguirá um modelo usado no combate ao terrorismo. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, comparou traficantes a grupos extremistas. Ele disse que os “narcoterroristas” seriam caçados com precisão semelhante.
A CIA não comentou o episódio. A Casa Branca e o Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos também foram procurados pela CNN, mas o veículo não obteve resposta.
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