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O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou em 13 de julho de 2026 a extinção do Conselho Presidencial de Paz, após o insucesso das negociações de desarmamento do governo de Gustavo Petro. Espriella afirmou que não haverá mais concessões a grupos armados e que o foco será na segurança do povo. Ele também planeja extinguir a Jurisdição Especial para a Paz e transferir funções para os ministérios do Interior e da Defesa, visando uma economia de 10 bilhões de pesos.
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou na segunda-feira, 13, a extinção do Conselho Presidencial de Paz. A medida ocorre depois do fracasso da política de diálogo do atual governo para desarmar grupos armados.
Espriella confirmou a suspensão de todas as negociações entre as guerrilhas ilegais e o governo do esquerdista Gustavo Petro. “O comissariado para a paz será extinto, porque não haverá mais processos de falsa paz no meu governo”, disse Espriella. “O objetivo será a segurança do povo e o desmonte total do perverso sistema de impunidade que reina neste momento, e que vai acabar assim que eu assumir o cargo.”
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Há duas semanas, Espriella deu prazo de um mês a grupos armados para que se submetam à Justiça. Ele afirmou que não fará concessões às guerrilhas nem aos grupos narcotraficantes.
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A extinção do conselho faz parte de um plano para eliminar mais de 200 cargos na Presidência. As funções serão transferidas aos ministérios do Interior e da Defesa. O presidente eleito estima economia de 10 bilhões de pesos (cerca de R$ 15,7 milhões).
Outras medidas de Espriella
Espriella também pretende extinguir a Jurisdição Especial para a Paz (JEP), criada pelo acordo de paz de 2016 com as Farc para julgar violações aos direitos humanos durante o conflito armado. Ele classifica a JEP como “tribunal de vingança” e diz que há “assimetria” nas sentenças.
O presidente eleito vai tomar posse em 7 de agosto, em uma instalação militar no sul do país. Além disso, o Espriella também orientou seus apoiadores a reduzirem os custos da cerimônia. Segundo ele, deseja “uma posse austera” e “sem desperdício”.
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No domingo 12, porém, Petro proibiu o uso de unidades militares para a cerimônia. A legislação colombiana prevê que a posse ocorra perante o Congresso, em Bogotá.
“Os quartéis militares e policiais estão sob minhas ordens até o momento em que o novo presidente faça o juramento”, afirmou Petro. “E, portanto, até este momento sou o comandante supremo das forças militares, nenhum oficial faz a continência a um civil a não ser quando este seja seu comandante supremo.”
Sem maioria no Legislativo, Espriella pediu ao Congresso eleito, que toma posse na segunda-feira 20, autorização para realizar a cerimônia na base militar. Ele afirmou que o Parlamento deve tomar “a decisão correta para cumprir com esse mandato do povo”.
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