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Jaguaré: governo de SP libera retorno de famílias depois de explosão

Defesa Civil autoriza reocupação de 86 imóveis na zona oeste da capital enquanto cinco casas permanecem interditadas

Explosão atinge casas e deixa um morto no bairro de Jaguaré, em São Paulo
Os bombeiros atribuíram a explosão a um vazamento de GLP, o gás de cozinha | Foto: Reprodução: YouTube/Globonews

A Defesa Civil liberou o retorno de moradores a 86 imóveis na região do Jaguaré, zona oeste de São Paulo, até a noite desta terça-feira, 12. Os técnicos vistoriaram 105 residências atingidas pela explosão, ocorrida na segunda-feira 11. O balanço revela que cinco casas estão totalmente interditadas pelo alto risco de desabamento e outras 14 seguem sob interdição cautelar.

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A explosão atingiu a Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II e resultou na morte de um homem de 49 anos. Outras três pessoas ficaram feridas; uma delas permanece em estado grave no Hospital Regional de Osasco. Moradores afirmaram que sentiram forte cheiro de gás horas antes de o acidente atingir a tubulação da Comgás.

Classificação de risco e vistorias

Os técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) dividiram os imóveis em quatro categorias. As casas no nível verde permitem o retorno imediato. No nível amarelo e laranja, os moradores podem retirar pertences apenas com acompanhamento. As residências marcadas com o nível vermelho estão proibidas para entrada devido aos danos estruturais.

Equipes da Sabesp e da Comgás acompanham as inspeções para avaliar os danos e organizar o ressarcimento das perdas. O trabalho de vistoria nas demais ruas afetadas recomeça na manhã desta quarta-feira, 13. O objetivo é mapear todos os danos materiais causados pelo impacto do incidente.

Auxílio financeiro e acolhimento

O governo de São Paulo ampliou o auxílio emergencial imediato para R$ 5 mil por família. Até o momento, 194 pessoas realizaram o cadastro para receber o benefício e kits de ajuda humanitária. O Fundo Social de São Paulo coordena a distribuição de mantimentos e o suporte social no posto de atendimento montado no bairro.

As famílias que perderam suas casas ou estão impedidas de entrar nos imóveis foram encaminhadas para hotéis da região. Além do suporte financeiro, o Estado oferece acompanhamento para as vítimas que seguem internadas em unidades da USP e no Hospital das Clínicas.

Leia também: “Cão Orelha: MP conclui que não houve agressão e pede arquivamento do caso”

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