O Ministério da Justiça e Segurança Pública vai inaugurar os primeiros Escritórios Nacionais Antifacção (ENA) em São Paulo e no Rio de Janeiro ainda neste mês. O governo federal escolheu as duas capitais por serem os locais de origem do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho. O plano central da iniciativa busca asfixiar o caixa financeiro das quadrilhas e frear a entrada ilegal de armamentos no país. As medidas foram anunciada depois que os Estados Unidos classificaram as facções como organizações terroristas.
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A Secretaria Nacional de Segurança Pública vai chefiar as novas estruturas. O projeto prevê a divisão do trabalho em três frentes: coordenação-geral, inteligência e articulação institucional. Os prédios vão abrigar policiais federais, agentes de outras forças e técnicos de órgãos parceiros. O Executivo planeja estender a rede no futuro com filiais em Fortaleza, Manaus e Foz do Iguaçu.
Investimento em escritórios é de R$ 1bi
A União reservou R$ 1 bilhão em investimentos diretos para a compra de equipamentos nos Estados. O governo federal também abriu uma linha de crédito de R$ 10 bilhões por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empréstimos aos governadores.
Os escritórios regionais vão aproximar o trabalho operacional das polícias civil, militar e federal com o Ministério Público. A cooperação deve acelerar as investigações do Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra). O grupo contra as facções reúne o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e secretarias de Fazenda para caçar a lavagem de dinheiro feita por criminosos em contas de fintechs.
Gestão petista tenta frear desgaste na segurança pública
Os novos postos federais também vão dar suporte ao programa Captura, focado em localizar e prender criminosos de alta periculosidade. No caso fluminense, os agentes vão alinhar as operações às regras de redução da letalidade policial determinadas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF das Favelas. O combate à violência urbana virou prioridade logo que as pesquisas de opinião acenderam o alerta no governo.
A segurança pública lidera a rejeição dos brasileiros em relação à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pesquisa Datafolha divulgada no mês passado revelou que 16% da população aponta o setor como o pior desempenho do atual mandato petista, superando a saúde, que registrou 15% de avaliações negativas.
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