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Ministério Público pede condenação de policiais ligados ao PCC no caso Gritzbach

Promotores acusam grupo de corrupção, lavagem de dinheiro e proteção à facção; Gaeco pede perda dos cargos públicos e indenização milionária

Delator do PCC Vinícius Gritzbach foi morto a tiros em novembro do ano passado
Delator do PCC, Vinícius Gritzbach foi morto a tiros em novembro de 2024 | Foto: Divulgação/Polícia Civil

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), pediu à Justiça a condenação de 11 pessoas, incluindo sete policiais civis. O grupo é acusado de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavar dinheiro e extorquir o empresário Antonio Vinícius Gritzbach.

Os promotores apresentaram as alegações finais no âmbito da Operação Tacitus, que investiga corrupção policial, vazamento de informações e lavagem de dinheiro para beneficiar integrantes da facção criminosa.

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Os policiais acusados são:

  • Fábio Baena Martins, delegado;
  • Eduardo Lopes Monteiro, investigador;
  • Marcelo Marques de Souza, investigador;
  • Marcelo Roberto Ruggieri, investigador;
  • Rogério de Almeida Felício, investigador;
  • Valmir Pinheiro, agente; e
  • Valdenir Paulo de Almeida, agente.

“Além das condenações criminais, o Ministério Público requereu a decretação da perda dos cargos públicos dos policiais denunciados e o pagamento de, no mínimo, R$ 40 milhões por acusado, a título de ressarcimento por dano moral coletivo e dano social”, afirmou o Gaeco, em nota.

Entre os denunciados que não integram a Polícia Civil estão os empresários Ademir Pereira de Andrade e Robinson Granger de Moura, o advogado Ahmed Hassan Saleh e Danielle Bezerra dos Santos, esposa de um dos policiais investigados.

Operação Tacitus

A Operação Tacitus foi deflagrada em dezembro de 2024 com apoio da Polícia Federal e da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo. A ação cumpriu mandados na capital paulista e em cidades do interior.

As investigações tiveram como base informações fornecidas por Gritzbach, que estava jurado de morte e foi executado em frente a um terminal de desembarque do Aeroporto de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo.

Os promotores também pediram o confisco de bens e valores ligados ao grupo investigado. Segundo o MPSP, o esquema movimentou milhões de reais em operações de lavagem de dinheiro ligadas ao PCC.

O Ministério Público e as defesas terão agora 40 dias para apresentar as considerações finais antes da sentença da Justiça.

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