O promotor Fábio Vieira, responsável pelo Caso Henry Borel, afirmou que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, é um “psicopata muito severo” e a professora Monique Medeiros uma “narcisista com traços de megalomania”. O posicionamento do Ministério Público (MP) abriu a fase de debates entre a acusação e a defesa perante os jurados nesta quarta-feira, 3. Este julgamento é o mais longo da história recente do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro e pode terminar ainda hoje.
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A acusação afirmou que o ex-parlamentar utilizava sua força política e econômica no Rio de Janeiro para atrair mulheres e intimidar testemunhas. O promotor declarou que Jairinho agredia companheiras e sentia prazer em maltratar crianças e pessoas vulneráveis. Vieira explicou aos jurados que o medo em relação à família do réu moldou o comportamento das pessoas que conviviam com o casal.
Acusação rebate tese de relacionamento abusivo
O MP contestou a alegação de Monique de que ela não percebia o comportamento perigoso do parceiro. O promotor relembrou que a ré se mudou com o filho para a casa de Jairinho logo que terminou o relacionamento anterior. A promotoria destacou que a mãe de Henry Borel aceitou continuar o namoro mesmo depois de relatar episódios em que o ex-vereador invadiu sua residência, a enforcou na frente do menino e instalou um programa espião em seu celular.
A promotoria ressaltou que Monique não tinha dependência financeira do ex-vereador, não possuía filhos com ele e contava com rede de apoio familiar e amigos. As alegações finais da acusação e da defesa antecedem a votação secreta dos jurados e podem se estender por até nove horas antes do anúncio da sentença pelo juiz.
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