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Companhias aéreas suspendem voos no Santos Dumont durante Brics

Operações comerciais irão para o Galeão para garantir segurança

Aeroporto Santos Dumont Infraero aumento tarifas
Aeroporto Santos Dumont é um dos mais movimentados do país | Foto: Reprodução/Unplash

Durante a Cúpula do Brics, que ocorre nos dias 6 e 7 de julho no Rio de Janeiro, os voos comerciais no Aeroporto Santos Dumont serão suspensos. A medida faz parte de um esquema de segurança coordenado pela Força Aérea Brasileira (FAB) e pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), para proteger a movimentação de autoridades na capital fluminense.

Com a decisão, todos os voos que normalmente operariam no Santos Dumont nesses dias serão transferidos para o Aeroporto Internacional do Galeão, localizado na Ilha do Governador, a cerca de 20 km do centro. A transferência foi determinada com a criação de uma área considerada sensível em torno do aeroporto central, onde só aviões autorizados poderão voar.

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Segundo o plano da Aeronáutica, a região ao redor do Santos Dumont será classificada como “Área Proibida” nos dias do evento. Nessas áreas, não será permitido o tráfego de aviões comerciais, jatinhos particulares, helicópteros nem drones, salvo em casos excepcionais com autorização expressa das autoridades militares.

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A restrição passa a vigorar uma hora antes do início da cúpula e segue até uma hora depois do fim das atividades. A depender da movimentação das delegações, os horários podem ser ajustados a qualquer momento.

O bloqueio do espaço aéreo será coordenado a partir de uma sala especial de monitoramento instalada no Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea, que acompanhará em tempo real todos os voos em operação na região.

A Força Aérea informou ainda que qualquer aeronave que entre nessas áreas sem autorização será considerada suspeita. Se continuar voando na direção da área mais sensível, poderá ser classificada como hostil e ficará sujeita a ações de interceptação.

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Para garantir que nenhum avião não autorizado entre nas zonas restritas, todos os voos precisam estar devidamente registrados com antecedência, utilizar equipamentos que permitam sua identificação pelos controladores e manter contato constante por rádio.

Drones, mesmo os usados para lazer ou fins comerciais, também estão proibidos de voar na área do evento. Apenas aqueles cadastrados e previamente autorizados pelas autoridades de defesa poderão operar. A Polícia Federal também poderá impor bloqueios técnicos para impedir voos em locais considerados sensíveis.

As companhias aéreas começaram a avisar os passageiros sobre a mudança. A Azul informou que os clientes serão notificados por e-mail, SMS e WhatsApp. A Gol também confirmou que comunicou os passageiros e oferece a opção de reembolso ou remarcação. A Latam ainda não se pronunciou.

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Lula durante reunião da Cúpula do Brics — Johannesburgo, África do Sul, agosto de 2023 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

As restrições foram oficializadas em documento publicado pelo Decea no começo de junho. O texto afirma que o objetivo é “garantir a segurança, a fluidez e a eficiência das operações aéreas durante a cúpula”, diante do aumento previsto na movimentação de aeronaves civis e militares no período do evento.

Apesar das ausências confirmadas dos presidentes da Rússia e da China — Vladimir Putin e Xi Jinping não virão ao Brasil —, o plano de segurança permanece inalterado. A Rússia justificou a ausência com o mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional contra Putin. A China enviará o primeiro-ministro, Li Qiang, em lugar do presidente.

As áreas de restrição começarão a ser ativadas no dia 4 de julho e poderão permanecer em vigor até o final do dia 7. Segundo o Comando da Aeronáutica, eventuais mudanças de horário ou regras serão feitas conforme a necessidade de proteger o espaço aéreo durante a reunião.

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