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La Niña está de volta e promete reduzir temperaturas globais; saiba como isso atinge o Brasil

O fenômeno meteorológico provoca um resfriamento do Oceano Pacífico

Boneco de neve durante geada representa frio de La Niña
La Niña pode provocar neve em algumas regiões do Brasil | Foto: Divulgação/Pxhere

O fenômeno meteorológico La Niña está de volta e promete reduzir as temperaturas globais. Ele virá depois de um período de El Niño, que causou recordes de calor em 2023. O fenômeno deve ter início em julho.

La Niña resulta em um resfriamento do Oceano Pacífico oriental por um período de um a três anos, gerando efeitos opostos ao El Niño. Ele geralmente provoca condições mais úmidas em partes da Austrália, Sudeste Asiático, Índia, sudeste da África e Norte do Brasil, mas mais secas em regiões da América do Sul.

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A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, sigla em inglês) prevê que La Niña pode contribuir para uma temporada de furacões mais intensa no Atlântico em 2024. A previsão é de quatro a sete furacões de “categoria 3” ou superior.

O ciclo El Niño-Oscilação Sul (Enso) influencia significativamente o clima global. Michelle L’Heureux, especialista da NOAA, disse à agência internacional de notícias AFP que a expectativa é que os próximos anos sejam os mais quentes da série histórica.

“O planeta está se aquecendo, e o Enso apenas desempenha um papel secundário”, explicou Michele. “Mesmo com o possível desenvolvimento de La Niña, ainda esperamos que 2024 esteja entre os cinco anos mais quentes já medidos.”

O oposto de La Ninã

El Niño refere-se ao aquecimento das águas no centro e leste do Pacífico tropical, que influencia nas precipitações, ventos e correntes oceânicas. Além disso, eleva a média das temperaturas globais. O último El Niño, iniciado em junho de 2023, foi um dos cinco mais intensos já registrados, conforme a Organização Meteorológica Mundial.

Normalmente, os ventos alísios sopram em direção ao oeste ao longo da Linha do Equador, levando águas quentes da América do Sul para a Ásia, substituídas por águas frias das profundezas.

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Porém, durante o El Niño, esses ventos enfraquecem e fazem com que a água quente retorne para a América. A ação provoca um aquecimento adicional da atmosfera e o deslocamento do jato de corrente do Pacífico para o sul.

Esse deslocamento geralmente causa um clima mais seco no sudeste Asiático, Austrália, África do Sul e norte da América do Sul. E, ao contrário, condições mais úmidas no Chifre da África e sul dos Estados Unidos.

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