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La Niña deve atrasar retorno das chuvas e aumentar custos de energia

Fenômeno vai intensificar estiagem no inverno no Norte, Centro-Oeste e Sudeste e causar precipitação abaixo da média no Sul

Planta tenta resistir ao período de seca na região amazônica, Manaus, Brasil (9/12/2006) | Foto: Shutterstock

O fenômeno meteorológico La Niña, conhecido por prolongar períodos de seca, deve postergar a volta das chuvas nos reservatórios das hidrelétricas e afetar a oferta e demanda de energia. As informações são do jornal Valor Econômico.

A La Niña é definida pelo resfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial central e oriental.

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O aviso já é sentido, levando em conta que 55% da matriz elétrica do Brasil é composta por hidrelétricas e que o setor já está implementando medidas emergenciais para prevenir uma crise energética no fim do ano.

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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) está adotando estratégias para conservar água em usinas significativas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, com o objetivo de contornar a escassez de chuvas e diminuir os custos de geração.

Uma das ações foi a redução das vazões nas hidrelétricas de Jupiá e Porto Primavera, situadas no Rio Paraná, de acordo com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

Consequências da La Niña para o setor elétrico

De acordo com a Climatempo, o início da La Niña está programado para julho, com intensificação na primavera e pico no começo do verão, e a previsão é que perca força apenas no outono de 2025.

O fenômeno intensificará os períodos de estiagem no inverno nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste e causará chuvas abaixo da média no Sul, prolongando a seca.

Adicionalmente, um inverno com temperaturas acima da média deverá elevar o consumo de energia no país.

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“Com o La Niña se formando em julho, a tendência é de período seco mais prolongado e atraso na retomada do período úmido na primavera”, disse ao Valor a meteorologista e especialista em clima para o setor elétrico da Climatempo, Ana Clara Marques.

Além disso, o país continuará a lidar com os efeitos de fenômenos climáticos extremos, como temperaturas extremas, chuvas intensas, ventos fortes e raios, que têm se tornado mais frequentes nos últimos anos.

O aumento no consumo de energia devido às temperaturas mais altas no inverno, somado à diminuição das chuvas no Sul, deve causar alterações nos preços a curto prazo.

Segundo o Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE), o setor enfrenta um cenário de alta volatilidade de preços, impulsionado por eventos climáticos e aumento na demanda por eletricidade.

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2 comentários
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Fazer aquaduto do Rio Amazonas para serrado e semiárido e das cataratas para nordeste, mantém o equilíbrio

    1. José Eduardo Ferreira Prado de Carvalho
      José Eduardo Ferreira Prado de Carvalho

      Se até a transposição do São Francisco que estava pronta as sauvas destruíram, vão fazer aqueduto coisa nenhuma, vão fazer canalizações de verbas pra seus bolsos, essa sim a especialidade deles, o atual governo.

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