O general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas lançou, na última terça-feira, 9, o livro Coração da Selva: Memórias de uma Vida na Amazônia, pela Editora Lumina. A obra foi apresentada na Biblioteca do Senado Federal, em Brasília. O autor e sua mulher, Cida Villas Bôas, estiveram no local para autografar os exemplares. Também compareceram políticos e colegas de farda.
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Trata-se do segundo trabalho escrito pelo ex-comandante do Exército com a ajuda da tecnologia assistiva de rastreamento ocular (por meio dos movimentos dos olhos). O militar sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença que afeta os neurônios responsáveis pelo movimento do corpo, mas não a capacidade mental.

O livro, que levou cinco anos para ficar pronto, traz reflexões sobre a Amazônia. Villas Bôas morou com a família por mais de uma década em Manaus, onde serviu em diferentes funções militares. Comandou tropas de selva, visitou áreas remotas de fronteira e se tornou um dos principais defensores da importância estratégica da Amazônia para o Brasil.
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No prólogo, o general menciona a esperança de o livro ser aproveitado pela juventude brasileira. “Que repercuta como um novo toque de clarim e que possa alertar os brasileiros sobre as nossas responsabilidades em preservar e defender a Amazônia.”
O lançamento do livro de Villas Bôas
Marcaram presença no evento os senadores Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Sergio Moro (PL-PR), Damares Alves (Republicanos-DF) e Esperidião Amin (PP-SC). Os deputados federais Marcel van Hatten (PL-RS), Luiz Lima (Novo-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Coronel Chrisóstomo (PL-RO) também compareceram ao lançamento da obra.

No discurso, Cida Villas Bôas afirmou que a “Amazônia não é apenas uma riqueza ambiental, mas um território, soberania, integração nacional e presença humana”. “Ao visitar comunidades isoladas e pelotões especiais de fronteira, aprendemos que, em muitos lugares, a presença do Exército Brasileiro é muito mais do que uma missão militar”, disse. “Representa a presença do próprio Brasil. Estes homens e mulheres vivem em regiões remotas. Levam apoio, segurança e assistência, além de manter viva a ligação entre aquelas populações e o restante do país.”
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Todo o nosso respeito e consideração pelo General Villas Boas.
Um farol de sabedoria e tenacidade nesse periodo de incertezas e mudança de valores ( para pior ) que assola o nosso país.