Nascido em 30 de dezembro de 1955, prestes a virar setentão, Gilmar Ferreira Mendes já estaria trocando a toga pelo pijama se a PEC da Bengala não tivesse esticado por mais cinco anos a data da aposentadoria compulsória. Sorte dele, azar do Brasil. No duplo papel de decano do Supremo Tribunal Federal e patriarca do consórcio que controla a ditadura do Judiciário, esse mato-grossense de Diamantino leva a vida que todo mandão rabugento pede a Deus ou encomenda ao diabo. Feliz com o empregão que ganhou no começo do século do presidente Fernando Henrique Cardoso, Gilmar quer desfrutar com gana e gula o tempo que resta. É o que informam as duas mais recentes piruetas empreendidas pelo inventor do pranto convulsivo sem lágrima.
A primeira encerrou o casamento com a advogada Guiomar Feitosa, que chama de Gil o ex-marido que a chama de Guio. Sem ressentimentos, jurou o casal que habitou a mesma casa por 18 anos. “Cansamos de ser casados, mas não cansamos e jamais cansaremos de ser amigos”, disse Guiomar. “Nada muda em uma relação de muita amizade e respeito”. Gilmar ressaltou que a ligação afetiva começou quando ainda cursavam a faculdade de Direito. O carinho é tanto que, consumado o afastamento, eles viajaram juntos para a Europa. Pela primeira vez na história, uma lua de mel ocorreu depois da separação.

Nesta primeira semana de dezembro, retemperado pelo passeio, o ministro resolveu estuprar mais uma vez a Constituição — agora para abortar quaisquer tentativas de tomar-lhe o emprego. Em vigor desde 1950, a Lei do Impeachment estabelece que mesmo um cidadão comum pode propor o impeachment de ministros do STF, e que compete privativamente ao Senado processá-los e julgá-los por crime de responsabilidade. Em decisão monocrática, Gilmar decidiu que, agora, só o procurador-geral da República poderá propor esse tipo de impeachment. O Senado e o povo que se queixem ao bispo.
A liminar subscrita por Gilmar deforma a lei, rasga mais páginas da Constituição e, ao confiscar atribuições do Senado, resulta num golpe institucional preventivo. A esperteza decorre da contemplação da paisagem eleitoral. Sobram evidências de que as eleições de 2026 devem provocar dramáticas mudanças no Senado. Com duas vagas em disputa por Estado, a oposição ao governo Lula tem fortes chances de eleger a maioria. Antes que isso aconteça, Gilmar tenta evitar que os integrantes do STF sejam submetidos ao controle constitucional de uma instituição hostil. A menos que o Legislativo tenha optado pela rendição sem luta, desta vez não será tão fácil desfigurar mais ainda a Constituição com outro pecado capital.
O primeiro deles foi consumado em 2019, quando o ministro Dias Toffoli, então presidente do STF, e o caçula da corte, Alexandre de Moraes, pariram em parceria o Inquérito 4.781. (Os parteiros o batizaram de Inquérito das Fake News. Pode chamá-lo de inquérito do fim do mundo que ele atende). De lá para cá, o Brasil vem contemplando a construção contínua e consciente de um desarranjo constitucional e de um monumento à insegurança jurídica. O inquérito foi aberto de ofício por Toffoli, que usou o Regimento Interno do tribunal para manter fora do caso o Ministério Público. O truque acelerou a desmoralização do sistema acusatório brasileiro e inaugurou a sequência de rasgões que desfiguraram a Constituição de 1988.
Ao violar o princípio da separação dos poderes, previsto no artigo 2º da Constituição, esse pecado inaugural desencadeou a série de ataques à Constituição e pancadas nos códigos legais. A pretexto de combater ofensivas antidemocráticas imaginárias, o ministro Alexandre de Moraes passou a desempenhar simultaneamente os papéis de vítima, investigador, delegado, acusador e julgador de tudo e de todos. Com isso, o STF violentou os incisos LIV e LV, que estabelecem o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. E cometeu o segundo pecado capital ao mandar às favas o inciso LXXVIII do artigo 5º, que fixa prazos razoáveis para a duração dos procedimentos judiciais.

A marcha da insensatez tornou-se delirante quando o inquérito desdobrou-se num punhado de filhotes, todos sob a guarda do relator Moraes. “Minha vara criminal tem mais de dois mil casos”, desandou o ministro onipresente num surto de autolouvação. É compreensível que nunca cheguem ao fim. Os alvos dos inquéritos não sabem direito o que fizeram de errado. E os advogados ignoram os delitos atribuídos aos clientes. Até agora, nenhum código legal inclui abstrações como difusão de fake news, desinformação, negacionismo ou discurso de ódio. Como tais crimes não aparecem em lei alguma, incontáveis brasileiros têm sofrido punições ditadas exclusivamente pela cabeça de um juiz. Moraes, naturalmente.
Ao Inquérito das Fake News sobrevieram o Inquérito 4.828, sobre “atos antidemocráticos”, e o 4.874, reservado a “milícias digitais”. Ambos geraram tantas ramificações que o STF acabou transformado em polícia política e censor de redes sociais. Desapareceram a delimitação objetiva de condutas, prazos, denúncias ou conclusões. A corte deixou de respeitar sua própria Súmula Vinculante 14, que exige de todos os tribunais do país que garantam aos representantes das partes acesso total aos autos de processos e inquéritos. Tais exigências foram trituradas pela máquina que aprisiona sem motivos claros cidadãos que são permanentemente investigados sabe-se lá por quê. Foi assim com Filipe Martins, preso preventivamente por seis meses — sem denúncia. Ou Jair Bolsonaro, cuja prisão preventiva foi atribuída a um inquérito que, sabe-se agora, não o incluía entre os investigados.
O terceiro pecado capital foi a violação sistemática da liberdade de expressão e de imprensa, garantidas pelo artigo 5 e, especialmente, pelo artigo 220, que proíbe toda e qualquer forma de censura. Primeira vítima do início da escuridão, a revista Crusoé livrou-se dos censores togados graças à reação de órgãos de imprensa, entidades e instituições que ainda não haviam sucumbido à estatização ou ao medo. Numa genuína brasileirice, a guerra contra as fake news começara com uma notícia perigosamente verdadeira: era Dias Toffoli a figura conhecida nos porões da Odebrecht como Amigo do Amigo do Meu Pai. Logo depois, a perseguição ao jornalismo independente recrudesceu — sem disfarces. Os poucos que sempre resistiram se habituaram ao combate solitário. É o caso dos defensores da verdade reunidos nos espaços da Revista Oeste.
Sabe-se que a mulher de Toffoli foi sócia de um dos advogados dos envolvidos na gigantesca safadeza.
O quarto pecado capital foi a violação do artigo 53 da Constituição, segundo o qual parlamentares “não podem ser punidos por quaisquer opiniões, palavras ou votos”. Duríssimos castigos aplicados pela cúpula do Judiciário comunicaram que o texto constitucional fora revogado por tempo indeterminado. Por ter cometido um delito que poderia ser no máximo enquadrado nos crimes contra a honra, o deputado federal Daniel Silveira, por exemplo, foi condenado a quase nove anos de cadeia. O medo do baú de represálias à disposição dos ministros calou outros parlamentares — e, por consequência, reduziu ao silêncio os brasileiros que os elegeram.
O quinto pecado capital foi escancarado pela revogação oficiosa do artigo 55 da Constituição. Ali está escrito que a prisão em flagrante de parlamentares deve ser submetida ao crivo do Legislativo, que também tem a última palavra sobre a manutenção ou perda do mandato. Esse artigo respira por aparelhos, mostram os casos de Carla Zambelli, Alexandre Ramagem e outros parlamentares tratados pelo STF com severidade muito maior que a reservada a corruptos de fina linhagem e bandidos de alta periculosidade. A cada hesitação do Legislativo corresponde um avanço insolente do Supremo. Aos olhos dos reizinhos togados, os poderes já foram iguais, mas hoje o STF é mais igual que os outros.
Consequência do anterior, o sexto pecado capital é a soma da suprema soberba, da infinita arrogância que sustenta a falácia do Poder Moderador onipotente, onisciente e onipresente. A certeza de que o STF fundou uma admirável democracia à brasileira e vem recivilizando a nação fundamenta o sonho dos discípulos de Gilmar Mendes: logo vão mandar em tudo, mandar em todos e mandar para a cadeia os inimigos da pátria. Nenhuma Constituição exibe tanta sabedoria quanto os cérebros dos seus antigos guardiães. É por isso que Gilmar faz o que anda fazendo. É por isso que Dias Toffoli faz o que acabou de fazer: impôs “sigilo máximo” ao caso Vorcaro/Banco Master. Tudo o que se refere à bandalheira da vez agora tem de ser entregue ao Amigo do Amigo do Meu Pai. Superior até mesmo ao segredo de justiça, o sigilo máximo proíbe o acesso a quaisquer informações, aí incluídas decisões de ministros ou identificação dos advogados em ação.

Para quem vê as coisas como as coisas são, trata-se de uma manobra suspeitíssima. Sabe-se que a mulher de Toffoli foi sócia de um dos advogados dos envolvidos na gigantesca safadeza. Sabe-se que o ministro participou, em Londres, de um evento patrocinado pelo Banco Master. Sabe-se que outros doutores togados participaram de um jantar em Nova Iorque igualmente custeado pelo banco. Em vez de declarar-se sob suspeição, Toffoli sacou do coldre o sigilo máximo. A autoconfiança excessiva costuma preceder tombos de bom tamanho.
O sétimo pecado capital pode estar em gestação. Aparentemente, o Supremo pretende tornar-se suficientemente forte para sufocar no nascedouro manifestações de inconformismo de um Legislativo que sairá bem mais musculoso das urnas de 2026. Democracias genuínas só existem quando os três Poderes aceitam ser contidos. Se algum deles decide agir sem limites, poderá estar cometendo o pecado derradeiro.
Leia também “O Supremo tem lado”





André Marsiglia, obrigada pela lupa 🔍 !
Parabéns pelo artigo inaugural!
Bom dia:
Muito triste e decepcionado com a saída do grande jornalista Sílvio Navarro dos quadros dessa Revista. Em princípio, reputo uma perda irreparável. Digo “em princípio, porque desconheço as reais causas da saída dele – há informes de recebeu a demissão via WhatsApp.
Essa Oeste tem a obrigação de nos deixar conhecer essas causas.
Concordo plenamente!
Sílvio, tratado como “meu irmão” por anos, não parece ter tido um tratamento de irmão
Saiu da JP e foi um dos principais estruturadores da Revista Oeste, da qual sou assinante desde o seu lançamento!
O evento ficou parecido com as demissões da JP
Uma perda e tanto! Estou sem vontade de assistir !
Parece q Guzzo faz falta, não somente pelas matérias contundentes, como também para as decisões da organização!
Caríssimo, Augusto!
Vc como um dos fundadores da Revista Oeste juntamente com o Guzzo, criaram a Revista com a proposta d mostrar q poderiam fazer a diferença nesses momentos tão sombrios. Até o presente essa proposta ganhava fôlego diariamente, mas o desligamento do grande Silvio Navarro deu um nó nessa premissa. Por isso, antes que as coisas possam se tornar irreversível, por favor repensem essa demissão, como contribuinte deste projeto é um apelo que faço a todos os responsáveis por essa empresa, quando se perde a credibilidade é como se um copo de cristal quebrasse, ñ há como consertar. Te admiro e acompanho seu trabalho desde o Roda Viva na TV cultura. Desejo vida longa a Revista Oeste! Ñ participo de campanha de boicote pq sou democrática, e acredito no diálogo sempre. Abraço! Selminha Rocha
Meu pleno “de acordo”!
“Flávio Bolsonaro aparece empatado com Lula em pesquisa do Instituto Veritá.”
O JORNALISMO QUE PERMITIU-SE SER ESTATIZADO PELO DESGOVERNO LULA 3 NÃO VALE O QUE RECEBE, E A PARTIR DE 2026, TERÁ QUE SUAR MUITO PARA CONSEGUIR ASSINANTES QUE FUGIRAM AOS MILHARES PELO ATIVISMO À REVELIA DOS FATOS E DE COSTAS PARA A VERDADE. O “ jornalismo “ a mando e soldo de hoje faz os JORNALISTAS Alberto Dines e Carlos Drummond de Andrade se revirarem em suas tumbas, horrorizados com o JORNALISMO VENAL escancarado de hoje. O “ JORNALISMO “ de hoje é servil a um deletério projeto TOTALITÁRIO DE PODER, como se o dinheiro dos pagadores de impostos que o Desgoverno Lula 3 lhes paga, e quando quer voltar à razão, a fatura lhes é cobrada com coação e outras, digamos assim, motivações$. Por exemplo, o “ JORNALISMO “ de hoje, diante da gravíssima crise institucional que o Brasil vive, não faz menção nenhuma a isso, por estarem no bolso do Desgoverno Lula 3 e a vigilância do STF.
NAYIB BUKELE PRESIDENTE DE EL SALVADOR.
“SE VOCÊ NÃO DESTITUIR OS JUÍZES CORRUPTOS, VOCÊ NÃO CONSEGUE CONSERTAR O PAÍS. ELES FORMARÃO UM CARTEL – UMA DITADURA JUDICIAL – E BARRARÃO TODAS AS REFORMAS, PROTEGENDO O SISTEMA CORRUPTO QUE OS COLOCOU NO PODER.” ESCREVEU O PRESIDENTE NAYIB BUKELE DE EL SALVADOR EM SUAS SOCIAIS
O ESTADÃO, que viveu por anos sob CENSURA do Governo Sarney, é hoje escudeiro do Desgoverno Lula 3, é um Kangal, contra a DIREITA, mas um Chihuahua em qualquer assunto que envolva o Desgoverno Lula 3 e o STF, a quem obedece cegamente. Talvez premido pelo avanço das IRREGULARIDADES PROCESSUAIS, o Estadão ensaia uma tímida reação, quando escreve que o “STF brinca com a própria credibilidade com as decisões de Gilmar e Toffoli.” Brincar com a credibilidade, quando aprovação do STF (Supremo Tribunal Federal) no Brasil é majoritariamente negativa, com pesquisas recentes (meados de 2025) mostrando que a reprovação supera a aprovação, com índices de desaprovação variando entre 49 e 54% e a rala aprovação de 14%? O nome disso é DESCRÉDITO ESTADÃO, e a culpa é de vocês que jogaram o ESTADINHO, sim, ESTADINHO na lama. “Fachin quer código de ética para tribunais inspirado em regra alemã e vai usar CNJ para criá-lo.” ‘Por que o ministro aceitou carona num avião particular com advogado de caso que poderia ficar sob sua alçada e a imprudência de Toffoli é uma escancarada CERTEZA DA IMPUNIDADE. “STF está brincando com fogo e decisões de Gilmar e Toffoli respingam nos demais ministros.” O STF não brinca com fogo, mas o fogo que queimou a CONSTITUIÇÃO em plena luz dos dias escuros da DITADURA TOGADA. “ Pode parecer que Gilmar queira blindar o STF da possibilidade de a oposição conseguir no ano que vem o número de senadores que é preciso para um impeachment. Parece e é isso mesmo.” O CONSÓRCIO STF/TSE/PG/LULA/PT, nessa ordem, sabe até pelas pesquisas para uso privado deles, o cenário lhes é aterrorizante. Uma dica? Quando Flávio Bolsonaro anunciou sua candidatura à Presidência no dia 05 deste Dezembro, imediatamente, sem tempo para uma PESQUISA DIGANA DO TERMO, Estadão e Folha publicaram uma “ PESQUISA “ feita sob encomenda, produzida na velocidade da luz, coisa que os vampiros odeiam, onde o LULA venceria o FLÁVIO com folga de 15 pontos percentuais. Estadão e Folha silenciaram covarde e sabujamente, quando “ignoraram” que Flávio Bolsonaro aparece empatado com Lula em pesquisa do Instituto Veritá” A narrativa da vez será desacreditar o VERITÁ, sob a ameaça latente dos grilhões do CONSÓRCIO. “ O levantamento coloca Flávio com 39,2% das intenções de voto, enquanto o petista mantém 39,8%. Considerando apenas os votos válidos, o petista teria uma vantagem de 50,4% contra 49,6% para o senador, o resultado representa um empate dentro da margem e erro de 2 pontos percentuais.”
Seguem a linha hipocrisia-transgressão-criminalidade. Certamente que a sabedoria-soberania-moralidade são o caminho, mas transgressores do código ético que é usado como papel higiênico pelos que são designados para um cargo público de serem os guardiões da Carta Magna. O que deixarão de legado aos filhos senão malandragem e bandidagem? Que país estrangeiro
Texto irretocável, o STF se tornou um partido político, a Constituição foi sepultada. .
Se nada mudou entre o casal, o que pode ter motivado o divórcio? Lógico, a lei Magnitisky.
O artigo é perfeito e os comentários… idem!
O artigo é perfeito e os comentários… idem!
Na porta do inferno, a inscrição dita por Dante Alighieri se aplica à perfeição no Brasil de hoje: “Vós que entrais, abandonai toda a esperança.”
Alguém nutre com razoável senso de realidade, alguma expectativa de mudança?
Eu fico com a frase do Inferno de Dante.
E o filme de terror continuará ainda por muito tempo… Com a nova legislatura,que se iniciará em 2027,o Senado poderá ter maioria de parlamentares que poderão aprovar o impeachment de ministros do STF, a depender do desenrolar do atual processo,que muda aspectos da Lei do Impeachment,ora em vigor e que o ministro Gilmar já deu uma canetada para mudar. Mas, adivinhem quem será o presidente do STF a partir de setembro de 2027? Ele mesmo:Alexandre de Moraes!
A permanecer o parecer de GM, lembro que no final de 2027 termina o mandato do atual PGR e novo PGR será indicado pelo presidente . Se tivermos um presidente de direita, qual deverá ser o principal argumento para sua indicação, seguindo a linha das indicações atuais?
É, meus caros. O pior é que nem adianta atravessar o Atlãntico somente. Pode ter coisa pior, cuidado.
Alguém em sã consciência esperaria alguma coisa diferente dessa turma que aí está?
Congresso, judiciário, executivo. Nada me surpreende. Estamos de mal a pior. Ou façamos uma reforma profunda em todas as áreas, ou ficaremos aqui eternamente reclamando.
Está na hora de promovermos uma outra Constituição. Enxuta, moderna. Para aproveitarmos alguns bons conselheiros. Se deixarmos para frente nem gente teremos mais!
Atlântico***
Augusto e Marsiglia, o que significa o texto CONSTITUCIONAL do artigo 142, que segue:
“As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exercito e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos Poderes Constitucionais e, por iniciativa de qualquer DESTES, da Lei e da Ordem.”
Leigo na ciência jurídica, aos 80 anos e alfabetizado, entendo que o texto autoriza que o Poder Legislativo tenha a iniciativa de convocar as Forças Armadas para garantir que a decisão de Gilmar Mendes não seja cumprida, para manutenção da Lei e da Ordem.
Será que as FFAA não estão esperando essa demanda do Poder Legislativo para IMPOR o texto constitucional, unicamente determinando que a SUPREMA CORTE cumpra a Lei?
“ A autoconfiança excessiva cosruma preceder tombos de bom tamanho”. Não sei não ….faz tempo que esperamos o tombo de Alexandre de Moraes
“ A autoconfiança excessiva cosruma preceder tombos de bom tamanho”. Não sei não ….faz tempo que esperamos o tombo de Alexandre de Moraes
A reportagem é antológica. Já a imprimi e a coloquei na pasta das obras-primas jornalísticas. Não basta tê-las no digital; preciso manuseá-las, contemplá-las, porque assim me fazem pensar melhor. No caso, me fará refletir sobre um dos traços da natureza humana, a insensatez.
Bem-vindo, André Marsiglia.
Perfeito!
Cirúrgico!
Ficam dois questionamentos;
1) como deixamos chegar até aqui?
2) tem saída?
Texto irrepreensível e conciso e, que nos deixa cada vez mais estarrecidos em como a nossa Constituição é rasgada em favor de interesses próprios e toscos de togados sem escrúpulos e com lado. E o pior é que fica por isso mesmo, ninguém faz nada e eles vão avançando nessas atrocidades!!!
Excelente artigo,,os pecados capitais são inúmeros, diariamente são criados mais um,e mais um e vários. Meu eterno respeito e admiração ao trabalho da Revista Oeste, já entrou para a história do jornalismo brasileiro. Nasceu em uma pandemia e persistiu forte,respeitando sempre os mesmos princípios, verdades e liberdade de expressão. Respeitou sempre uma frase simples de um de seus fundadores,”estaremos sempre do lado certo “.
Pensar que a ex-ministra Rosa Weber deu um exemplar da constituição ao ex-presidente Bolsonaro. Que ironia… alguns poucos anos depois descobriu-se quem deveria ganhar, ler e saber interpretá-la: o próprio guardião, o STF! É naquele picadeiro que amassaram, rasgaram e vilipendiaram a pobre da constituição e trairam seu povo. Traidores, temos nojo de vocês….
Já viu democracia sem fuzilar ladrão terrorista narcotraficante comunista assassino????????
Legislou, não podia. Legislou em causa própria, não devia,
Este artigo a revista OESTE deve enviá-lo à OAB. Com certeza, a galeria de violações constitucionais cometidas pelo STF deve pelo menos tirar do conforto essa entidade omissa e cúmplice. Mas também temos alguns mudinhos no próprio STF, que aceitam os abusos e nos os rechaçam com tal ímpeto que obrigue a própria velha imprensa a divulgar o escândalo.
Perfeita a retrospectiva! Claro que sintetizada, visto a infinidade de ilegalidades e imoralidades cometidas pelos… melhor não adjetivar, afinal não temos mais leis nesse país. A verdade é que o consórcio está acabando de vez com o Brasil. Lamentável.
Nascer para exercer atrocidades absurdas , eis a saga desses ditadores que nao acreditam em nenhum DEUS .
Eles se consideram deuses.
deuses do Olimpo….
Onde será que estamos vivendo?