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Filipe Martins, ex-assessor especial de Assuntos Internacionais de Jair Bolsonaro | Foto: Montagem Revista Oeste/Shutterstock/Reprodução/Redes Sociais
Edição 279

O homem que não se ajoelhou

Filipe Martins suportou o que muitos preferiram trocar por uma mentira conveniente

“Se o principal pilar do sistema é a vida na mentira,
não surpreende que a ameaça fundamental a ele seja
viver na verdade. É por isso que ela deve ser reprimida
com mais severidade do que qualquer outra coisa.”
(Václav Havel, O Poder dos Sem-poder)

Numa cela escura em Curitiba, entre paredes úmidas e a vigilância contínua dos capangas do regime, Filipe Martins suportou o que muitos — incluindo homens supostamente treinados para a resistência, tal como os integrantes das Forças Especiais do Exército — preferiram trocar por uma mentira conveniente. Sofreu o que o vocabulário dos juristas, sempre asséptico, chama de “isolamento cautelar”, mas que a corregedora de presídios da capital paranaense, Stella Burda, nomeou com mais honestidade: isolamento em solitária, ausência total de luz, mais de 70 dias sem ver a mulher e perseguições internas confirmadas por carcereiros e presos. A denúncia, feita em depoimento formal, foi prontamente hostilizada pela PGR, que, em vez de investigar a tortura, tentou intimidar a testemunha ao silêncio. Num gesto digno de regimes totalitários, o problema deixou de ser a violação dos direitos, e passou a ser o vazamento da violação.

A jornalista Ana Paula Henkel tornou público o escândalo. Mas escandaloso mesmo foi o aparente desinteresse da sociedade brasileira pelo caso — sugerindo que, em termos de atenção aos direitos humanos, não estamos em posição de arrotar orgulho nacional contra uma pretensa ingerência estrangeira.

O caso remete às páginas imortais de Arthur Koestler. Em O Zero e o Infinito, o protagonista Rubachov, preso nos expurgos stalinistas, é torturado não apenas fisicamente, mas psicologicamente, até confessar crimes inexistentes em nome de um ideal corrompido. No ambiente mental totalitário, confessar-se culpado era uma prova de pureza revolucionária. Melhor ser executado como herege arrependido do que viver como cético. Assim, os julgamentos-espetáculo do stalinismo foram povoados por homens que, já desprovidos de alma, e visando a uma espécie de redenção histórica, mendigavam perdão ao Estado que os destruíra.

Capa do livro O Zero e o Infinito, de Arthur Koestler | Foto: Divulgação

Filipe Martins, ao contrário, negou-se a reproduzir esse rito profano. Perante os seus algozes, não confessou crime inexistente, não delatou aliados, não se prostrou diante da narrativa oficial. Seu corpo esteve aprisionado, mas a sua alma permaneceu incólume. E é esse o crime imperdoável, aos olhos dos sacerdotes do novo regime: a altivez. Foi isso que desnorteou o auxiliar do tirano de toga, desesperado em interromper a palavra fustigante de Martins, o preso político que, com a simples presença de seu caráter inquebrantável, não apenas revelava a pequenez existencial de um burocrata símbolo da banalidade do mal, como também demolia todo o castelo de areia do regime de exceção.

No Brasil do século 21, há mesmo algo de soviético na estética da repressão. O dissidente não é julgado por um crime, mas por uma condição: a de pertencer ao grupo errado, a de pensar fora da cartilha, a de não reverenciar o ridículo que veste toga. A “democracia” que se diz ferida por memes e opiniões é a mesma que manteve um cidadão preso ilegalmente, sem julgamento, por mais de um ano — como aviso exemplar aos demais.

A analogia com Sergei Magnitsky é inevitável. O advogado russo morreu nos cárceres da polícia de Putin depois de denunciar a corrupção no seio da Nomenklatura. Foi espancado, privado de tratamento médico, e por fim assassinado. Sua morte deu origem à Lei Magnitsky, legislação internacional que permite aos Estados Unidos sancionar indivíduos estrangeiros por violação de direitos humanos. Hoje, a possibilidade de ver Alexandre de Moraes incluído entre os nomes puníveis por essa legislação já não é mais uma “teoria da conspiração”, mas uma realidade iminente.

Sergei Magnitsky, advogado russo que morreu nos cárceres da polícia de Putin depois de denunciar a corrupção no seio da Nomenklatura | Foto: Wikimedia Commons

Mas, se o bravo Sergei Magnitsky morreu, outro bravo, Filipe Martins, continua vivo. E é isso — ironia das ironias — o que mais incomoda seus algozes, um incômodo estampado no desconforto do substituto de Alexandre de Moraes na oitiva. Porque — ainda que isso não tenha dado certo com Sergei — um homem morto sempre pode ser transformado em estatística, em “excesso”, em “erro de procedimento”. Já um homem vivo, que se recusa a curvar-se, é uma acusação em carne e osso. É a refutação viva do sistema. É o pesadelo dos abusadores de autoridade.

Como Václav Havel, Martins compreendeu que, em tempos de mentira institucionalizada, a verdade não precisa gritar — basta existir. Se o dissidente tcheco transformou as suas peças e cartas em atos de resistência moral, Filipe transformou o próprio silêncio em clamor. O que a censura não conseguiu apagar a cela escura tampouco conseguiu calar.

Talvez por isso o regime esteja inquieto. Nota-se a apreensão no ar, e alguns de seus próceres já ensaiam o clássico adoecimento mental causado pela húbris. Para disfarçar o medo, os inquisidores multiplicam suas loas ao “Estado Democrático de Direito”, uma expressão que, de tão prostituída, perdeu toda a dignidade. Enquanto isso, dia após dia, Filipe Martins torna-se a prova viva de que há ainda quem se recuse a fazer da própria consciência uma moeda de troca. Para esses, a liberdade não se negocia com habeas corpus humilhantes, pois eles sabem que a alma, uma vez entregue a Mefistófeles, não pode ser resgatada por petição alguma.

Se há justiça fora dos autos, ela começará por reconhecer esse fato elementar: o que se passa hoje no Brasil não tem nada a ver com direito, mas com uma patologia política encarnada numa alma individual corrompida e noturna. Afinal, um poder que, ignorando solenemente a Constituição, prende para coagir e silencia para governar já não é, por óbvio, um poder legítimo.

É justamente contra essa usurpação do poder que, com o rosto sereno e a lógica afiada, se ergue a figura heroica de Filipe Martins. Ao recusar assumir a persona de um Rubachov tropical, o jovem preso político preservou o que resta da honra nacional. E lembrou aos usurpadores que há algo ainda mais assustador do que a crítica proveniente de fora: o desprezo silencioso de quem, ciente de que a verdade já foi até mesmo pregada numa cruz, não se rendeu aos poderes deste mundo.

Filipe Martins
Filipe Martins, perante seus algozes, não confessou crime inexistente, não delatou aliados, não se prostrou diante da narrativa oficial | Foto: Reprodução/X

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18 comentários
  1. José Lirismar de Macêdo
    José Lirismar de Macêdo

    O comportamento exemplar de Filipe Martins é inesquecível.

  2. Candido Andre Sampaio Toledo Cabral
    Candido Andre Sampaio Toledo Cabral

    Ótimo texto, Flávio Gordon.
    Bravo Filipe Martins, a recompensa virá.

  3. Eudes
    Eudes

    Repugnante injustiça aplicada contra Filipé Martins, um mártir que nos dias atuais é torturado ao extremo neste pais sob o comando de pessoas sem alma. Filipe é o heroi que temos para compensar o desalento de todos aqueles que sonham com um pais respeitado e digno. Flavio Gordon mostra com incrivel maestria o quadro negro que envolve nossa sociedade, e a quem fico muito grato de trazer à luz informações tão preciosas..

  4. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    Um graúdo Jaó do Planalto Central passou o final de semana tentando explicar ao Sindicato STF/TSE/PF/PGR/LULA/PT/VELHA, PODRE E VENAL IMPRENSA que não há válvula de escape para o que está por vir, especialmente depois que Japão, União Europeia e China negociaram tarifas com o Governo Trump, e não serão o Chanceler de fachada Mauro Vieira e Senadores brasileiros que farão acordo, até por não serem o caminho da negociação. A gororoba azedou ainda mais quando o anão diplomático Celso Amorim, o Chanceler de fato, disse que o que Trump faz nem a União Soviética fez. Como no Desgoverno Lula 3 desgraça pouca é bobagem, agora o WSJ, que não é BOLSONARISTA, na edição de 27/07/2025 denuncia que “infiltrado” nos EUA apoia perseguições de Moraes. Esse infiltrado seria o PF Oficial de Ligação do Brasil com o CBP e DHS do Tio Sam, o tal Adriano Oliveira Camargo? Ao que parece, o Norte da FRAUDE aponta que a chance é muito grande de desmanchar o ninho da serpente. Lembremos que quando a Defesa do Filipe Martins perguntou ao Delegado da PF, o tal criativo Fábio Shor, se ele conhecia o PF Adriano de Oliveira Camargo, o Juiz Rafael do Gabinete do Ministro Alexandre que conduzia a oitiva, tascou um revelador, mas ameaçante lembrete que a Defesa de Filipe Martins deveria ter ” cuidado “, porque o Adriano Oliveira Camargo tem um irmão que é Juiz de Direito. Seria então mais um Juiz de Direito para respaldar retaliações futuras nesse caso TENEBROSO? Apesar do Juiz Rafael e do Ministro Moraes imporem terror e ameaças, as investigações avançaram muito mesmo no final de semana, com a possibilidade de que pessoas dos manos prepostos do senhor Camacho tenham entrado nos Estados Unidos com o mesmo criativo acesso ao CBP e DHS. Vamos voltar ao WST, que repito, não é BOLSONARISTA. ” Algo parece estar podre no Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) dos Estados Unidos, em Orlando, na Flórida. Assim começa um artigo de Mary Anastasia O’Grady publicado neste domingo (27) num dos principais jornais americanos, o Wall Street Journal.” ” A armação contra Filipe Martins pode agravar o cerco ao ministro do STF nos EUA.” ” “Não há nenhuma motivação americana óbvia para inventar uma viagem de Martins que não aconteceu. Mas alguém trabalhando dentro da CBP em nome de interesses políticos brasileiros opostos a Bolsonaro teria essa motivação”, escreveu O’Grady. Ela relata que a CBP se recusa a prestar a informação buscada pelos advogados de Martins, que querem saber “quem criou as entradas fantasmas e quando”.” “Por razões de segurança nacional dos EUA”, argumenta, “o Departamento de Segurança Interna deveria querer saber também”. O que é pior, pergunta, “o crime ou o encobrimento?” Mesmo a Folha de São Paulo, integrante do Sindicato STF/TSE/PGR/PF/LULA/PT vez por outra lembra que um dia fez jornalismo. ” Advogado do ex-assessor diz que Moraes foi induzido a erro pela Polícia Federal; Polícia Federal e STF não comentam.” Lembro à Folha de São Paulo que Filipe Martins ficou preso SEM PROVAS por seis meses, dos quais DEZ DIAS EM SOLITÁRIA para forçá-lo a fazer DELAÇÃO, quando o Filipe já havia dito que não haveria o que DELATAR. Todo processo contra o Filipe Martins foi baseado, agora já se sabe, NUMA MENTIRA ENGENDRADA PELA PF, que FRAUDOU documentos no sistema de controle da IMIGRAÇÃO dos Estados Unidos para dar consistência a algo gelatinoso, pegajoso, vil, mentiroso e INTROMISSÃO ILEGAL em outro país. Quer dizer então que a PF do Ministro Moraes e do Lula pode VIOLAR A SOBERANIA DOS ESTADOS UNIDOS SEM PUNIÇÃO? Especialmente no caso da VIOLAÇÃO DA SOBERANIA DOS ESTADOS UNIDOS, a resposta será implacável e cancelamento de VISTOS será o MENOR problema dos infratores. O mesmo Jaó em contato com a Águia Careca ontem, logo depois de lerem WST, lembraram que a Lei Magnitsky assombra Ministros do STF, que hospedados na Embaixada do Brasil em Roma recorreram ao notório banqueiro Daniel Dantas, preso na Operação Satiagraha, mas solto vejam bem, PELO MINISTRO GILMAR MENDES, para encontrar um caminho ” criativo ” para que os Ministros do STF hospedados na Embaixada brasileira de Roma possam criar contas nos Emirados Árabes Unidos para esconder seus BILHÕES DE REAIS, mas sabem que a empreitada não terá bom desfecho, pois Sergei Magnitsky, mesmo morto em 2009 assombra os bandidos de colarinhos vermelhos. O bordão ” PERDERAM, MANÉS ” já está pronto.

  5. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    O Sindicato STF/TSE/LULA/PT/VELHA E VENAL IMPRENSA precisa entender, que destarte os esforços para CENSURAR e até imolar pessoas consideradas desafetas por persistirem respeitando a VERDADE, como no caso do CLEZÃO, que morreu sob a CUSTÓDIA DO ESTADO BRASILEIRO, apesar de o PGR pedir ao Ministro Alexandre de Moraes por diversas vezes que ao CLEZÃO fosse dado o direito à vida, mas NEGADO pelo Ministro, mais dia, menos dia, a História cobrará do arrogante, injusto, ” criativo “, inconsequente Ministro Torquemada Moraes, a fatura que ele mesmo aviou. O Sindicato STF/TSE/LULA/PT/VELHA E VENAL IMPRENSA precisa entender que o povo se apossou da ágora como uma forma de se indignar com a INJUSTIÇA praticada por quem, por preceito constitucional deveria DEFENDER a LIBERDADE DE EXPRESSÃO, cada um respondendo civil e penalmente se INJURIAR, DIFAMAR e CALUNIAR qualquer pessoa. O quadro muito escuro desses novos dias de chumbo é culpa única e exclusiva do Sindicato STF/TSE/LULA/PT/VELHA E VENAL IMPRENSA! Temos agora o caso escabroso, tirânico, fedorento, incompreensível, injusto, ilegal, e sobretudo DITATORIAL dos escaninhos que levaram à prisão FRAUDULENTA do FILIPE MARTINS, um dos pilares de barro para sustentação da narrativa do tal ” GÓPI “. Em audiência no STF sobre a suposta, inexistente, mentirosa entrada do FILIPE MARTINS nos Estados Unidos, a farsa foi desnudada pelo autoritarismo e falta de lastro, sobretudo moral e legal. Quando o advogado da defesa do FILIPE MARTINS perguntou ao já notório mentiroso e inconsequente Delegado Fábio Shor, se ele conhecia o também PF ADRIANO OLIVEIRA CAMARGO, baseado no Estado da Virgínia, que vem a ser Oficial de Ligação da PF com o CBT e DHS, instrumentos de controle da IMIGRAÇÃO americana, o Juiz Rafael Henrique Tamai recomendou ao advogado ” CUIDADO ” no que falaria, pois o ADRIANO OLIVEIRA CAMARGO tem um irmão Juiz de Direito, como se ter um irmão Juiz de Direito dá ao vivente vaga garantida no Olimpo delinquente. Ora, em qualquer lugar, em qualquer país minimamente civilizado isso seria uma ameaça, tentativa de intimidação, coação, para que o assunto não fosse devassado até chegar à VERDADE dos fatos! Acontece, Sindicato STF/TSE/LULA/PT/VELHA E VENAL IMPRENSA, que nos Estados Unidos, que não é uma nação perfeita, eles levam muito a sério a proteção das suas fronteiras, que escancaradas pelo Biden viraram um desastre humanitário. Já se sabe que além do mentiroso Fábio Shor e do ADRINANO OLIVEIRA CAMARGO, o FBI, CIA, NSA já tem como praticamente concluída a investigação de quem INSERIU informações falsas para embasar a narrativa do ” gópi ” Tabajara que nunca existiu. Quando um RATO vira alvo de uma ÁGUIA CARECA, o resultado nunca é bom para o RATO. O CBT, DHS, FBI, CIA, NSA, Departamentos de Estado e Justiça alargaram a investigação para apurar se a mesma FRAUDE para incriminar o FILIPE MARTINS teria sido usada para dar como LEGAIS entradas de figurões prepostos do senhor CAMACHO e o que se desenha é terrível para os RATOS. Hoje, 27/07/2025, por volta das 09:30 dei-me ao trabalho de conferir no Estadão, Folha de São Paulo, Metrópoles, PODER360, Uol, mas não há nada que ao menos lembre a ameaça à defesa do FILIPE MARTINS por citar o PF ADRIANO OLIVEIRA CAMARGO, para que o ADVOGADO ” tenha cuidado ” pois o ADRIANO OLIVEIRA MARTINS tenha um irmão Juiz de Direito. Por direito, então, intuo que os RATOS a serviço do Sindicato STF/TSE/LULA/PT/VELHA E VENAL IMPRENSA estão em polvorosa. Que a História seja impiedosa com os farsantes!

  6. Sonia Maria Baptista Mendes
    Sonia Maria Baptista Mendes

    Sr. Flávio, seu artigo é brilhante e Filipe Martins mais brilhante ainda. Dignidade é muito rara atualmente em nosso país.

  7. Renato Banhara
    Renato Banhara

    Obrigado Flavio por esse artigo, excepcional trabalho.

  8. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Sem dúvida, o presente artigo faz justiça a um brasileiro de qualidade rara, que não se encontra atualmente com a facilidade que se poderia encontrar em cidadãos de uma centena ou mais de anos atrás. Quantos atualmente teriam o caráter e a coragem de Filipe Martins? Um em um milhão? em dez milhões? Não sei dizer. Esse jovem senhor já entrou para as páginas da História, de cabeça erguida e com seu olhar sereno. Desejo a ele uma Justiça de fato que o isente de ser acusado de crimes que jamais cometeu. Desejo que tenha um futuro brilhante, que seja um exemplo a mostrar que ainda há no Brasil pessoas dignas e excepcionais. Vida longa a esse jovem brasileiro.

  9. Wagner Destro
    Wagner Destro

    Muito boa – e culta – a sua análise, Flávio. Mas achei a afirmação “Mas escandaloso mesmo foi o aparente desinteresse da sociedade brasileira pelo caso” totalmente desnecessária! Até porque você não se seu ao trabalho de mostrar e analisar as evidências desse “aparente” desinteresse.

  10. Cris
    Cris

    O Filipe é de um nível intelectual tão mais elevado que seu algozes que faz com que a cena vista ontem pareça uma peça de teatro. Parecia uma daquelas pelas de imitação exagerada de uma realidade absurda. Ele é uma daquelas pérolas que todo país teria orgulho de ter. Deus sabe o que faz, e espero que tudo isso seja por um propósito maior.

  11. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    Um grande homem, com H, diferente do homenzinho que fez treinamento de combate em selva, ficando dentro do seu barraco se enchendo de repelentes, e chegou a tenente coronel, cuspiu no prato que comeu e, como dizem na minha terra baixinho serve para duas coisas, dar recado pra putas e fazer gente grande brigar

  12. Ana Cláudia Chaves da Silva
    Ana Cláudia Chaves da Silva

    Excelente artigo.
    Esse rapaz realmente é muito corajoso e, com certeza, mais cedo ou mais tarde, terá a reparação de todo o mal que lhe fizeram.

  13. Teresa Guzzo
    Teresa Guzzo

    Flávio Gordon atingiu a perfeição nesse artigo. Perfeição, verdade,lucidez e uma visão do perseguido, que apesar da tortura, consegue ser herói. O que mais chama a atenção é a negação da grande imprensa nesse fato. Ninguém falou,ninguém comentou.A grande exceção foi Ana Paula Henkel que sempre atrás da verdade e fatos se pronunciou durante o programa Oeste Sem Filtro, detalhado a realidade que Filipe Martins vive hoje na prisão. Filipe Martins preferiu manter sua sanidade mental em vez da loucura. Negar uma viagem que de fato nunca fez, simples assim.

  14. LUIS FERNANDO BONDAN
    LUIS FERNANDO BONDAN

    Perfeita colocação. Que Filipe Martins possa ser recompensado por todas as maldades e tiranias que sofreu.

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