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Política

Vorcaro cria impasse na CPI do Crime Organizado

Comissão prevê depoimento do banqueiro nesta semana

Daniel Vorcaro Banco Master relatoria STF
A Polícia Federal (PF) prendeu Vorcaro na última quarta-feira, 4, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero | Foto: Reprodução/Banco Master

A presença do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, nesta quarta-feira, 4, se tornou um impasse para os senadores membros.

A Oeste, o senador Sergio Moro (União-PR), afirmou que apesar de não ter a resposta definitiva ainda, acredita que Vorcaro não comparecerá. “Essa é a pergunta de um milhão de dólares”, brincou o parlamentar. “Mas acredito que ele realmente não comparecerá”.

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) também afirmou que o banqueiro não deve comparecer ao colegiado para prestar depoimentos e que não há previsão de nova data.

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Já o relator da CPI, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), destacou que ainda não tem a informação, mas espera que Vorcaro venha.

Por fim, o presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que segue aguardando o posicionamento final de Daniel Vorcaro.

Confusão da CPI

O colegiado cancelou a reunião desta terça-feira, 3, depois que o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto entrou com um pedido de habeas corpus, concedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Além de Vorcaro, a CPI desmarcou o depoimento do ex-presidente do conselho de administração da Reag Investimentos João Carlos Falbo Mansur, a pedido da defesa. O colegiado marcará uma nova data, ainda sem previsão.

Caso Master na CPI

Apesar de ter sido originada na megaoperação do Rio de Janeiro que deixou 121 mortos, em 28 de outubro de 2025, a CPI do Crime Organizado voltou sua atenção ao caso Banco Master. Em especial, as relações da instituição financeira e seus executivos com o Poder Judiciário.

A comissão deve investigar os contratos de honorários advocatícios que somariam R$ 130 milhões entre a instituição financeira e o escritório da advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O colegiado analisará um possível conflito de interesses do também ministro do Corte Dias Toffoli, que era relator do caso. 

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