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Política

Direita supera esquerda no Brasil pela 1ª vez desde 2014, diz Datafolha

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 18 de junho, com 2.004 entrevistados de 16 anos ou mais em 139 cidades de todas as regiões do país

Mastro especial da Praça dos Três Poderes, em Brasília, com a bandeira do Brasil, em alusão à nota sobre a dívida pública do país
Mastro especial da Praça dos Três Poderes, em Brasília, com a bandeira do Brasil | Foto: Daderot/Domínio Público

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Uma pesquisa do Datafolha, divulgada nesta sexta-feira, 3, revela que, pela primeira vez desde 2014, 44% dos brasileiros se identificam com a direita ou centro-direita, superando os 39% que se veem na esquerda ou centro-esquerda. O levantamento, realizado entre 17 e 18 de junho com 2.004 pessoas, mostra uma inversão em relação a 2022, quando a esquerda tinha 49% das preferências.

Pela primeira vez desde 2014, o porcentual de brasileiros identificados com a direita ou centro-direita supera o da esquerda, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 3. O levantamento demonstra que 44% da população acima de 16 anos se vê nesse espectro, enquanto 39% preferem a esquerda ou centro-esquerda.

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O cenário representa uma inversão em relação ao observado em 2022, ano em que a esquerda reunia 49% das preferências e a direita somava 34%. Agora, 17% dos entrevistados se consideram de centro. A margem de erro do estudo é de dois pontos porcentuais, e a diferença de cinco pontos entre os polos está acima desse intervalo.

Inversão histórica e metodologia da pesquisa

Em 2014, último ano do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), a direita tinha 45% de identificação, enquanto a esquerda era apontada por 35%.

O Datafolha esclarece que os entrevistados não respondem a uma única pergunta sobre posicionamento político. O instituto avalia respostas sobre temas sociais, culturais, políticos e econômicos, como pobreza, religião, impostos e leis trabalhistas, para traçar o perfil ideológico.

Mudanças em opiniões sobre pobreza e armas

O levantamento destaca que houve maior mudança na visão sobre pobreza: subiu de 22% para 40% o número dos que atribuem a situação à preguiça. Por outro lado, caiu de 76% para 58% a fatia que associa pobreza à falta de oportunidades iguais. Também aumentou o apoio à posse de armas, que passou de 35% para 41%.

Leia também: “De volta à cena do crime”, artigo de Yasmin Alencar na Edição 328 da Revista Oeste

Entre os evangélicos, a identificação com a direita chega a 52%, enquanto apenas 30% se veem na esquerda ou centro-esquerda. Já entre católicos, há empate técnico: 43% se dizem de direita ou centro-direita e 39% de esquerda ou centro-esquerda, considerando a margem de três pontos porcentuais.

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 18 de junho, com 2.004 entrevistados de 16 anos ou mais em 139 cidades de todas as regiões do país.

Leia também: “O fracasso do Desenrola” artigo de Carlo Cauti na Edição 329 da Revista Oeste

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