O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) viajou em um um jatinho de uma empresa de Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, para realizar eventos eleitorais antes do segundo turno das eleições de 2022.
A informação foi divulgada nesta terça-feira, 3, pela coluna da Malu Gaspar no jornal O Globo.
Receba nossas atualizações
O Embraer 505 Phenom 300 pertencia a uma empresa chamada Prime You, de táxi-aéreo e gestão de aeronaves, da qual Vorcaro era sócio. O banqueiro vendeu sua participação no fim de 2025, antes da liquidação do Banco Master. Entre os outros sócios estavam o empresário Nelson Tanure, considerado o dono oculto do Master, e o executivo e empresário Maurício Quadraro.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Em 2022 não haviam denúncias contra o Banco Master nem notícias negativas sobre seu CEO, que ao longo dos anos seguintes chegou a receber vários prêmios celebrando sua trajetória empresarial. Entre eles, o entregue no fim de 2024 pelo grupo Grupo Lide na categoria Empreendedorismo.
A aeronave, com capacidade para até dez passageiros, teria sido utilizada nos deslocamentos da caravana “Juventude pelo Brasil”, organizada por Nikolas e pelo pastor Guilherme Batista, ligado à Igreja Lagoinha, a mesma frequentada por Vorcaro e por seu cunhado, Fabiano Zettel, que era pastor na mesma igreja.
O objetivo da caravana era buscar votos nas regiões onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve a maior votação, tentando reverter o resultado do primeiro turno e garantir a vitória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O Embraer 505 Phenom 300 visitou todas as capitais do Nordeste de 20 a 28 de outubro, durante a caravana pró-Bolsonaro, e também passou por Brasília, Vale do Jequitinhonha e Triângulo Mineiro.
Em nota, Nikolas afirmou não ter conhecimento de que o avião pertencia a uma empresa ligada a Daniel Vorcaro e que viajou a convite do pastor Guilherme Batista. O deputado disse que não tratou da logística da caravana e não sabia quem financiou os voos.
Confira a nota de Nikolas Ferreira enviada a Oeste
“Esclareço que o voo em questão ocorreu há 4 anos atrás, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando fui convidado para participar de um evento político ‘Juventude pelo Brasil’ e foi disponibilizada uma aeronave para o deslocamento.
À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vocaro.
Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento.”
Nicolas é do bem ! Até provar que periquito não é papagaio , vai ser difícil !
A reportagem não cita que Nikolas esclareceu que nem ele nem Guilherme Batista têm ligação com a igreja Lagoinha.