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Política

TRE-SP rejeita uma das ações que tornariam Pablo Marçal inelegível

Há outro processo em análise que pode barrar novas candidaturas do influenciador

Foto de Pablo Marçal em entrevista ao Flow
Pablo Marçal em entrevista ao podcast Flow | Foto: Reprodução/YouTube

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) aceitou, nesta quinta-feira, 6, de forma unânime, o recurso apresentado por Pablo Marçal (PRTB) e rejeitou uma das ações que poderiam resultar em sua inelegibilidade por suposto abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024. Ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, ele foi acusado de pedir doações via Pix de R$ 5 mil para apoiar candidatos a vereador.

Na ocasião, Marçal prometeu gravar vídeos de apoio em troca das doações. “Você conhece alguém que queira ser vereador e é candidato? Essa pessoa vai fazer o quê? Ela vai mandar um Pix para a minha campanha, de doação, Pix de R$ 5 mil. Fez essa doação, eu mando o vídeo”, afirmou em vídeo divulgado em setembro de 2024. “Clicou aqui no formulário, cadastra, a equipe vai entrar em contato.”

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O caso teve início a partir de uma ação protocolada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e pela coligação liderada por Guilherme Boulos (Psol-SP) na qual Pablo Marçal foi condenado na primeira instância, em fevereiro, à inelegibilidade por oito anos. As acusações envolviam abuso de poder político e econômico, uso indevido dos meios de comunicação social e captação ilícita de recursos, mas Marçal apresentou recurso contra a decisão.

Pablo Marçal, em debate realizado pela TV Record - 28/9/2024 | Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo
Pablo Marçal, em debate realizado pela TV Record – 28/9/2024 | Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

No julgamento, ocorrido nesta quinta-feira, o relator do processo, juiz Cláudio Langroiva Pereira, destacou que não havia provas suficientes para manter a condenação de Marçal. Apesar de considerar ilícito o conteúdo do vídeo, o magistrado afirmou que a defesa comprovou a devolução dos valores arrecadados, e não foi possível determinar quantas doações foram efetivadas.

“Embora o vídeo da campanha contenha a proposta ilícita, os elementos probatórios carregados aos autos não foram suficientes para demonstrar a amplitude da divulgação e o volume de recursos efetivamente movimentados em decorrência direta da oferta ou seu impacto concreto na campanha eleitoral de forma desequilibrada”, explicou o juiz, conforme informado pelo jornal Folha de S.Paulo.

Outro processo pode manter Pablo Marçal inelegível

Paralelamente, o TRE-SP iniciou a análise de outro processo que também pode tornar Marçal inelegível. Nesta segunda ação, movida pelo PSB, ele é acusado de organizar um esquema para monetizar eleitores que divulgassem cortes de vídeos com brindes e prêmios em dinheiro. Marçal recorreu depois de ser condenado à inelegibilidade por oito anos.

No caso mais recente, o relator aceitou parcialmente o recurso e rejeitou as acusações de captação ilícita de recursos e abuso do poder econômico, mas manteve a condenação por uso indevido dos meios de comunicação e a sanção de inelegibilidade. O julgamento foi suspenso depois do pedido de vista do juiz Regis de Castilho e está agendado para ser retomado em 4 de dezembro.

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