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Política

Romeu Zema pede saída do Brasil do Brics: 'Recheado de ditaduras'

Governador de Minas Gerais avalia que 'boa parte da culpa pelo tarifaço de Donald Trump tem origem nesse alinhamento'

Romeu Zema concede entrevista ao Arena Oeste | Foto: Revista Oeste
Romeu Zema concede entrevista ao Arena Oeste | Foto: Revista Oeste

Em artigo de opinião publicado nesta quarta-feira, 30, no jornal Folha de S.Paulo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, defendeu a ideia de que “o Brasil precisa rever suas companhias” e pediu pela saída do país do Brics (sigla que compreende as letras iniciais de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

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Ao político, a proposta ideal seria uma adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Assim, adotaria um caminho estratégico para reposicionar a nação entre democracias liberais.

Zema criticou duramente o Brics, bloco que inclui ainda outras nações emergentes. Segundo ele, trata-se de “política interna disfarçada de política externa”, alinhada a regimes autoritários. Ela seria a principal responsável pelo recente tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

O governador de MG argumentou que o Brasil é um país ocidental, com instituições estruturadas sobre valores humanistas e tradição cristã. Por isso, não deveria dar as costas a esses princípios ao se associar a nações tão distintas.

Zema critica governo Lula e gestão petista

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendem a taxação dos ‘super-ricos’ | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendem a taxação dos ‘super-ricos’ | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No artigo, Zema lembra que o Brasil ingressou no Brics em 2009, durante o governo petista, em sintonia com uma lógica maniqueísta que opunha “ricos e pobres”, sem vínculo cultural ou econômico efetivo entre os integrantes.

Ele reforçou que o bloco não é um mecanismo de comércio formal — não há zona de livre-comércio nem acordos tarifários — e que o Brasil fica sem ganhos concretos por participação.

Para Zema, a alternativa de ingressar na OCDE representaria compromisso com o Estado Democrático de Direito, a boa governança, a transparência fiscal e a regulação moderna. Esses elementos, conforme o governador, atraem investimentos, reduzem juros e impulsionam o crescimento econômico.

Ainda no artigo, o político destacou que os países membros da OCDE respondem por mais de 60% do PIB mundial e que carregar esse “selo de confiança institucional” reflete valores compartilhados pelo povo brasileiro.

Leia também: “Fora da elite até no Brics”, reportagem de Artur Piva publicada na Edição 279 da Revista Oeste

Desde 2022, o Brasil obteve aval para iniciar o processo de candidatura à OCDE, mas, segundo Zema, o governo petista deu prioridade ao fortalecimento do Brics, de modo a enterrar a possibilidade de avanço efetivo no organismo ocidental.

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