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Política

Regulamentação da reforma tributária deve ser votada na CCJ do Senado nesta quarta-feira

Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal precisa aprovar o relatório final de Eduardo Braga (MDB-AM) antes de análise no plenário da Casa

leitura do relatório da reforma tributária
Reunião da Comissão de Constituição e Justiça do Senado desta terça-feira, 10 | Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O relatório final da regulamentação da reforma tributária deve ser votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal nesta quarta-feira, 11, antes de ser encaminhado com requerimento de urgência para o plenário.

O relator Eduardo Braga (MDB-AM) leu a proposta no colegiado nesta terça-feira, 10. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), que presidiu a reunião, concedeu vista coletiva de 24 horas para maior análise da proposta. Com isso, a votação ficou para o dia seguinte.

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No texto final, Braga disse ter realizado modificações que “representam 0,13 ponto percentual de impacto na alíquota”. Mas explicou que com os “ganhos em eficiência, acreditamos que a redução da alíquota global será muito maior do que esse acréscimo”.

Com o novo ponto percentual, o Ministério da Fazenda estima que a alíquota-padrão possa alcançar até 28%. Contudo, o relator declarou que o impacto deve ser compensado por meio de ganhos com “segurança jurídica, combate à sonegação e redução de contenciosos fiscais”.

Sobre a arrecadação, Braga não deu precisão aos demais senadores durante a sessão desta terça-feira: “Não tenho como dimensionar agora porque faltam instrumentos precisos, mas, até 2027, quando todos os sistemas estiverem em funcionamento, teremos uma ideia clara da capacidade arrecadatória do novo modelo”.

Armas e munições entram no “imposto do pecado” da reforma tributária

Armas e munições foram incluídas nos produtos que devem ser afetados pela incidência do imposto seletivo, conhecido como “imposto do pecado”, no Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/2024, o qual regulamenta a reforma tributária.

O PLP unifica os tributos do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto Seletivo (IS) para compor o Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Além disso, cria o Comitê Gestor do IBS e altera a legislação tributária.

O artigo 408 do projeto institui o imposto do pecado, o qual estabelece o “incidente sobre a produção, extração, comercialização ou importação de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente”. 

Eduardo Braga determinou os seguintes produtos na incidência do imposto seletivo:

  • veículos;
  • embarcações e aeronaves;
  • produtos fumígenos;
  • bebidas alcoólicas;
  • bebidas açucaradas;
  • bens minerais;
  • concursos de prognósticos e fantasy sport;
  • itens de plástico descartável e de uso único;
  • armas e munições, incluindo suas partes e acessórios, exceto se destinadas às Forças Armadas ou aos órgãos de Segurança Pública.

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