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Política

Relatório médico aponta soluços acima da média em Jair Bolsonaro

Documento enviado ao STF detalha o estado de saúde do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar provisória

Jair Bolsonaro inquérito interferência PF
O ex-presidente Jair Bolsonaro; relatório médico enviado ao STF detalha o estado de saúde do ex-mandatário | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Um novo relatório médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) detalhou o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o documento semanal emitido nesta sexta-feira, 5, o paciente apresentou quadros de soluços com uma recorrência acima da média nos últimos sete dias.

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A equipe médica monitora de perto a evolução do quadro clínico do ex-mandatário. O monitoramento ocorre de forma regular por determinação judicial.

Cuidados médicos e dieta rigorosa de Bolsonaro

Os médicos mantêm o ex-presidente com doses elevadas de medicações específicas. Ele também segue uma rigorosa dieta com baixo teor de acidez para conter os soluços. No início de maio, Bolsonaro passou por uma cirurgia no ombro direito em Brasília.

O boletim sinaliza que a pressão arterial segue controlada. Contudo, o ex-presidente mantém uma instabilidade crônica do equilíbrio corporal. Por isso, os profissionais adotam medidas preventivas para reduzir o risco de quedas.

“O paciente encontra-se estável do ponto de vista cardiológico, queixando apenas de cansaço leve e fadiga, aos médios esforços”, cita o texto. Os médicos também relataram um desconforto nos movimentos do ombro operado.

Prisão domiciliar e restrições

A 1ª Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por uma suposto tentativa golpe de Estado. Em janeiro, o ex-presidente começou a cumprir a pena em um batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal.

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No fim de março, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar provisória. A decisão ocorreu depois de um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.

Moraes estabeleceu regras estritas para o cumprimento da prisão domiciliar. Veja as principais exigências estabelecidas pelo ministro:

  • Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica;
  • Proibição total de utilizar aparelhos celulares;
  • Veto ao acesso a redes sociais e gravação de mídias;
  • Visitas restritas a filhos, advogados e médicos autorizados.

Todas as pessoas que visitam o ex-presidente também estão proibidas de entrar com celulares no local.

Impasse sobre a Lei da Dosimetria

Em maio, o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), promulgou a Lei da Dosimetria. A nova legislação prevê a redução de penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, o texto também deve reduzir a pena do ex-presidente.

Logo depois da promulgação, a Advocacia-Geral da União acionou o Supremo. O órgão defende a inconstitucionalidade da medida.

Leia mais: “Moraes envia pedido de Mauro Cid sobre extinção de pena para a PGR

Diante do questionamento, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu a aplicação da nova lei. A trava jurídica continuará em vigor até que o plenário do STF analise as ações contra a norma.

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