publicidade
Política

Polícia Federal aponta Rodrigo Manga como líder de organização criminosa

Prefeito de Sorocaba (SP) é acusado de ser beneficiário de esquema

O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, durante entrevista à CNN: 'Eu já esperava por isso' | Foto: Reprodução/YouTube
O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, durante entrevista à CNN: 'Eu já esperava por isso' | Foto: Reprodução/YouTube

A Polícia Federal (PF) apontou o prefeito afastado de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), como líder de uma organização criminosa investigada por corrupção e lavagem de dinheiro em contratos públicos no município. O afastamento, determinado pela Justiça na última quinta-feira, 6, tem duração de 180 dias.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

Segundo documentos obtidos pelo portal g1, os crimes teriam começado logo no primeiro mês da gestão de Manga, em janeiro de 2021. O grupo, sob sua liderança, teria atuado para favorecer empresas e organizações específicas por meio de contratos com a prefeitura.

No relatório, a PF afirma que o prefeito “é o líder do grupo criminoso investigado e principal beneficiário das práticas delitivas que ora estão em andamento”. O afastamento do cargo foi considerado necessário para “interromper os crimes que estão sendo praticados no âmbito da Administração Pública Municipal”.

Contratos de publicidade são apontados como fachada

A PF identificou a celebração de contratos de publicidade simulados como principal mecanismo para ocultar a origem ilícita dos recursos. Segundo os investigadores, as contratações foram firmadas entre a empresa 2M Comunicação e Assessoria, de Sirlange Rodrigues Frate, mulher de Manga, e pessoas jurídicas ligadas a outros investigados.

Em relatório, a PF afirma que os contratos “não passam de ficção, um estratagema elaborado com a finalidade de reinserir na economia formal os vultosos valores de origem ilícita, provenientes da atividade criminosa desenvolvida pelo grupo, intrinsecamente vinculada ao exercício do nobre cargo eletivo de prefeito municipal”.

O esquema teria movimentado cerca de R$ 450 mil por meio da empresa Sim Park Estacionamentos e mais R$ 780 mil com uma entidade religiosa. Parte dos pagamentos era realizada em parcelas mensais, conforme demonstram mensagens de WhatsApp obtidas pelos investigadores, que incluem notas fiscais e boletos emitidos pelos envolvidos.

polícia federal-corrupção-Arquivo-Agência Brasil
A PF atua em conjunto com as polícias estaduais | Foto: Arquivo/Agência Brasil

UPA do Éden e contratos na Saúde estão no centro da investigação

Outra frente investigada envolve a contratação direta da organização social Instituto de Atenção à Saúde e Educação, antiga Aceni, para assumir a gestão de uma unidade de pronto-atendimento. Posteriormente, a entidade também foi escolhida para administrar uma unidade pré-hospitalar, antes sob responsabilidade do Instituto Diretrizes.

Áudios interceptados pela PF mostram conversas entre representantes da Aceni e o então secretário municipal de Saúde, Vinícius Rodrigues, para tratar da substituição. Em outro momento, o ex-secretário Fausto Bossolo afirma ter sido pressionado por Manga para agilizar a assinatura do contrato: “O Manga já me esculhambou, pois eu havia falado que ele assinaria hoje”.

A investigação também apura a compra de um imóvel com parte do pagamento feito em dinheiro vivo, em valor superior a R$ 180 mil, com a intenção de ocultar a origem dos valores.

Leia mais:

Cunhado de Manga e empresário são alvo da PF

Josivaldo Batista de Souza, cunhado de Manga, é apontado como operador financeiro do grupo. Segundo a PF, ele mantinha registros das movimentações em seu celular, com anotações que sugerem supostas entradas de propina pagas por empresas contratadas pelo município.

O empresário Marco Silva Mott, dono da Sim Park, também é citado como peça central do esquema. Os investigadores afirmam que a empresa de Mott firmou contratos fictícios com a 2M Comunicação, pertencente à primeira-dama. Em abril, durante operação de busca e apreensão em sua residência, foram encontrados mais de R$ 600 mil em espécie. De acordo com a PF, Mott exercia “enorme influência”.

Os investigadores identificaram ainda fortes indícios de que os serviços contratados não foram executados. Para a PF, os contratos foram utilizados como disfarce para a movimentação de recursos ilícitos e serviram de lastro aparente para a lavagem de dinheiro.

Leia também: “A farsa da direita ‘permitida’”, artigo de Ubiratan Jorge Iorio publicado na Edição 241 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

5 comentários
  1. Denis R.
    Denis R.

    Caso existam suspeitas de uso ilícito do dinheiro público o prefeito deve sim ser julgado. O único pesar em toda esta história é que se ele fosse de esquerda certamente não teríamos toda esta celeridade no processo. Uma pena mesmo, a lei poderia ser igual para todos!

  2. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Basta ser contrario ao consorcio criminoso para virar also da Banda podre , essa esquerda maligna da muito trabalho mas serão varridos da politica brasileira, sobrarao poucos idiotas .

  3. Gabriel Albanese Diniz de Araujo
    Gabriel Albanese Diniz de Araujo

    O que causa estranheza é que os valores envolvidos são relativamente baixos para uma mega operação. Enquanto no INSS os desvios são bilionários e não tem ninguém afastado judicialmente. Vamos ver o desenrolar…

  4. Jocelio de Abreu e Silva
    Jocelio de Abreu e Silva

    Esse prefeito tem grandes chances de chegar a governador de São Paulo, por isso já estão eliminando qualquer possibilidade precocemente. O sistema está agindo agora antecipadamente. O desespero é grande. A esquerda está manca e órfã de liderança então tentam destruir os da direita. Difícil é ver a PF sendo usada nesse sistema.

  5. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    1 milhão!?!
    Janja rouba isso num fim de semana!
    Luladrão e seus filhotes de corrupto…roubam isso por dia….
    BOSTIL É intankável…..NarcoEstado Terrorismo e pedófilo…..
    Até o brabo DERRITE já arregou!!
    BOSTIL BOSTIL BOSTIL!!!

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.