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Política

Ministros do STJ criticam Zanin por manter inquérito sobre venda de sentenças no STF

Magistrados avaliam que caso deveria deixar a Suprema Corte porque denunciados não têm foro privilegiado

Cristiano Zanin, ministro do STF e ex-advogado de Lula | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Cristiano Zanin, ministro do STF e ex-advogado de Lula | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) avaliam de forma crítica a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter sob sua relatoria as investigações da Operação Sisamnes, que apura um suposto esquema de venda de decisões judiciais.

Segundo integrantes da Corte ouvidos pelo portal Poder360, não há motivo para que o caso permaneça no STF porque nenhum dos nove denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) possui foro privilegiado.

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Os ministros afirmam que a manutenção das investigações no Supremo gera desgaste desnecessário ao STJ. A avaliação é que os documentos tornados públicos até agora não apresentam indícios concretos de participação de magistrados da Corte no esquema.

Em maio, Cristiano Zanin decidiu manter o caso no STF e prorrogou as investigações por mais 60 dias.

Detalhes da investigação sob relatoria de Zanin

Polícia Federal (PF) | Foto: Senado Federal
Relatório enviado pela Polícia Federal ao Supremo em fevereiro afirmou não haver indícios de participação de ministros do STJ no esquema | Foto: Reprodução/Senado Federal

Relatório enviado pela Polícia Federal ao Supremo em fevereiro afirmou não haver indícios de participação de ministros do STJ no esquema atribuído ao empresário Andreson Gonçalves.

Segundo os investigadores, os elementos reunidos até agora envolvem servidores e assessores de gabinetes, e não os magistrados.

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A PGR denunciou nove investigados por suspeita de integrar uma organização criminosa voltada à venda de decisões judiciais.

Entre os denunciados estão o empresário Andreson Gonçalves, apontado como articulador do grupo, assessores do STJ e operadores financeiros.

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